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Michelle estreia campanha ao Senado após “missão” dada por Bolsonaro e sem citar Flávio
Ex-primeira-dama apresenta candidatura ao Senado pelo DF, relembra infância e aposta em pautas sociais durante programa
28/08/2026 14h21
Por: Mateus Pereira
Foto: redes sociais

Michelle Bolsonaro estreou nesta sexta-feira (28) no horário eleitoral gratuito com uma mensagem centrada na própria trajetória e na relação com Jair Bolsonaro. Candidata ao Senado pelo Distrito Federal, a ex-primeira-dama afirmou que decidiu entrar na disputa após receber uma “missão” do marido e, durante os cerca de dois minutos de propaganda, não mencionou o enteado Flávio Bolsonaro.

“Essa (candidatura ao Senado) foi a missão que o meu marido me confiou. Eu estarei ali ajudando em todas as pautas que são caras ao meu coração”, afirmou Michelle. O programa também exibiu imagens dos dois juntos e trouxe um jingle em ritmo de piseiro com o verso “Michelle Bolsonaro, nossa senadora”.

A propaganda recuperou ainda um discurso feito por Michelle durante a posse de Jair Bolsonaro, em janeiro de 2019. Na ocasião, ela falou em Libras e prometeu defender os direitos da comunidade surda. “No governo do meu marido, vocês terão seus direitos respeitados, vocês sairão da invisibilidade”, disse no trecho reapresentado.

Em seguida, Michelle apresentou detalhes da própria história. Ela lembrou que cresceu em Ceilândia, contou que os pais se separaram quando tinha quatro anos e destacou a trajetória do pai, que era motorista de ônibus, e da mãe, que buscou capacitação para sustentar a família.

Entre as prioridades mencionadas para uma eventual atuação no Senado, Michelle citou mães atípicas, pessoas com deficiência e entidades do terceiro setor. Depois de seu espaço, a propaganda apresentou brevemente Bia Kicis (PL), também candidata ao Senado.

A ausência de Flávio ocorre em meio à estratégia da campanha presidencial de aumentar a participação de Michelle na corrida eleitoral. Na disputa pelo Senado do Distrito Federal, outros candidatos também apresentaram suas trajetórias, entre eles Leila Barros (PDT), Érika Kokay (PT) e Ronaldo Fonseca (PSD).