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Lito Sousa quebra o silêncio sobre luta por tratamento contra doença rara
Mesmo diante do prognóstico severo, o influenciador nutre a certeza de que conseguirá testar um remédio que ainda passa por avaliações científicas
31/08/2026 13h09
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Redes Sociais

O especialista em aviação, Lito Sousa, trava uma intensa batalha contra o relógio após receber o diagnóstico da doença de Creutzfeldt-Jakob, patologia neurológica incomum e de progressão rápida. Em matéria veiculada no último domingo (30) pelo programa Domingo Espetacular, da Record, o criador de conteúdo e sua esposa, Mila Seidl, expuseram os detalhes da luta e o esforço conjunto para viabilizar um protocolo experimental.

Mesmo diante do prognóstico severo, o influenciador nutre a certeza de que conseguirá testar um remédio que ainda passa por avaliações científicas. A projeção da família é de que, em aproximadamente sessenta dias, um novo ciclo de testes com o remédio considerado auspicioso seja retomado, tendo como meta manter o organismo estabilizado até lá. “Em dois meses eles devem reabrir para esse remédio que é bastante promissor e eu vou estar preparado”, disse.

Essa expectativa favorável ampara-se em um traço clínico singular do quadro. Enquanto o acometimento costuma provocar uma deterioração cognitiva vertiginosa, Lito preserva intactas faculdades como raciocínio, memória e comunicação. Tal preservação impressionou até mesmo executivos de uma multinacional farmacêutica com quem os parentes conversaram, após o veterano detalhar sua trajetória profissional de décadas. “Eu trabalhei 36 anos na aviação, eles simplesmente ficaram impressionados com o meu nível de lucidez e de cognição, mas a gente sabe também que lá fora, esses estudos com medicamentos, eles são muito rígidos”, afirmou.

Enquanto o marido foca em conservar sua integridade física, Mila assumiu a linha de frente na prospecção de alternativas médicas, em diálogo com o jornalista Luíz Fara Monteiro. A companheira relatou que, em certo momento, o parceiro cogitou sinalizar caso desistisse de lutar, ao que ela respondeu transformando a resistência em um pacto conjugal.

Os primeiros indícios alarmantes manifestaram-se durante um roteiro de férias nos Estados Unidos. Conforme relatou a esposa, os tremores e movimentos involuntários tornaram-se evidentes à mesa: “Os sinais começaram a ficar mais fortes durante uma viagem para os Estados Unidos. Aí a gente estava jantando e quando a gente estava cortando, a mão dele começou a vir aqui para cima. A gente estava conversando, quando eu vi, a mão dele estava aqui em cima. Aí eu pegava, desci o braço dele e falei: ‘Lito, você viu que o seu braço está lá em cima?’. Ele: ‘Não’”, rememorou.

De volta ao Brasil, investigações clínicas atestaram a enfermidade degenerativa. Enquanto a parceira desabou emocionalmente com a confirmação, Lito manteve-se analítico, alegando aos médicos sobre os desdobramentos. Agora, o núcleo familiar concentra esforços para sensibilizar os laboratórios responsáveis, buscando uma exceção humanitária que permita a inserção do brasileiro nos testes clínicos enquanto sua cognição permanece preservada.