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O que explica a ascensão de Augusto Cury nas pesquisas eleitorais
O psiquiatra e escritor emergiu como a grande surpresa nas pesquisas divulgadas nesta segunda-feira (31), saltando para o terceiro lugar na chamada “terceira via” após alcançar 11% na BTG/Nexus e 7,8% na AtlasIntel/Bloomberg
31/08/2026 14h28
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Manoella Mello/Globo

O psiquiatra e escritor Augusto Cury (Avante) emergiu como a grande surpresa nas pesquisas divulgadas nesta segunda-feira (31), saltando para o terceiro lugar na chamada “terceira via” após alcançar 11% na BTG/Nexus e 7,8% na AtlasIntel/Bloomberg. Esse avanço expressivo veio na esteira de uma semana de forte exposição iniciada no debate da Band em 23 de agosto, evento que catapultou sua presença digital de 0,35% para 13,5% das menções nas redes sociais, segundo a AP Exata.

Apoiado por uma base prévia de leitores, Cury agregou 2,6 milhões de novos seguidores e acumulou milhões de interações, impulsionado também pelo início do horário gratuito e pela sabatina da Globo. Embora o crescimento coincida com a oscilação negativa de Lula e Flávio Bolsonaro, analistas ressaltam que não há comprovação de migração direta de votos.

A explosão digital gerou desconfiança em rivais nos bastidores quanto ao uso de robôs, tese veementemente negada pela equipe do candidato, que atribui o fenômeno ao engajamento orgânico e à simpatia por sua postura de equilíbrio e menor agressividade.

Enquanto o perfil de seu eleitorado se concentra majoritariamente entre jovens e pessoas com ensino superior, o grande desafio da campanha do Avante agora será consolidar essa onda repentina de atenção em intenções de voto permanentes para o primeiro turno.