O icônico locutor esportivo, Galvão Bueno, sinalizou que a aposentadoria definitiva dos microfones em Mundiais de futebol ainda não é uma certeza absoluta. Convidado do talk show “The Noite”, conduzido por Danilo Gentili na emissora de Silvio Santos, o veterano avaliou a hipótese de integrar a equipe de cobertura do torneio global de 2030, ponderando que sua participação estará atrelada ao seu vigor físico. Dono de uma marca histórica de 154 narrações transmitidas em Copas, o profissional deixou o futuro em aberto ao ser provocado sobre o tema.
“Se estiver inteiro”, respondeu Galvão ao falar sobre a possibilidade de narrar a próxima Copa do Mundo.
A Copa de 2030 ocorrerá de forma multirregional, tendo Espanha, Portugal e Marrocos como sedes principais, além de jogos comemorativos iniciais programados para solo sul-americano, abrangendo Argentina, Paraguai e Uruguai.
Durante a conversa descontraída, o cronista esportivo celebrou mais de cinco décadas de vivência profissional, elegendo o Rei Pelé e o piloto Ayrton Senna como os únicos verdadeiros heróis do país. Entre os marcos inesquecíveis de sua trajetória, o jornalista destacou o tetra da Seleção Canarinho nos Estados Unidos no ano de 1994, a conquista inaugural do tricampeonato de Fórmula 1 por Senna em 1988 e o ouro olímpico inédito do futebol feminino em 1996.
O bate-papo também abriu espaço para anotações nostálgicas, como um conselho precioso herdado do eterno camisa 10 após uma reclamação sobre o assédio excessivo de admiradores em um momento de lazer.
“Entende, nós vivemos do carinho deles, temos que ser eternamente carinhosos com eles”, disse Pelé na ocasião, ensinamento que o repórter adotou como premissa profissional para o resto da vida. “O Pelé me deu essa lição e ele estava absolutamente correto. Ele era uma pessoa fantástica”, rememorou.
O momento atual na carreira, consolidado na nova casa televisiva, também foi celebrado com entusiasmo pelo locutor, que comemorou os índices expressivos de audiência alcançados pela emissora paulista durante a cobertura do Mundial de 2026, com ênfase no jogo entre Brasil e Japão.
“Queria falar um pouco do sucesso que nós alcançamos na Copa do Mundo. Por exemplo, a audiência do jogo Brasil x Japão no SBT foi a maior fora da Globo desde 1990. Os números que alcançamos pelo Brasil inteiro, e a crítica positiva também, foram outra coisa que me fizeram muito feliz”, declarou, antes de reforçar o contentamento com o ambiente corporativo: “Estou muito feliz de estar trabalhando na casa do Silvio Santos. É um ambiente muito familiar e gostoso”.
Ao projetar os próximos capítulos de sua jornada na telinha, Galvão demonstrou o desejo de fincar raízes no canal: “Agora tem que ver como vai ser esse futuro próximo. Eu quero ficar aqui mesmo.”