Nos bastidores da disputa pelo Palácio do Planalto, equipes de articulação de diferentes chapas presidenciais avaliam levar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) questionamentos acerca do recente salto de popularidade digital conquistado pelo escritor Augusto Cury (Avante). As informações são da coluna Igor Gadelha.
Rivais políticos sustentam a desconfiança de que o acréscimo de mais de 2 milhões de seguidores no perfil do Instagram do candidato, registrado logo após o debate promovido pela Band, carece de ser orgânico e espontâneo. De acordo com fontes internas de concorrentes na corrida eleitoral, o ato de acionar a Justiça configura um passo “iminente”, restando definir qual agremiação assumirá a frente da investida para submeter o caso à cúpula eleitoral.
A leitura estratégica das campanhas oponentes é de que a curva ascendente do autor nas pesquisas de intenção de voto pode encontrar eco direto nesse impulsionamento virtual, supostamente responsável por fazê-lo ultrapassar barreiras tradicionais de alcance político. Caso fiquem comprovadas irregularidades ou o impulsionamento artificial de métricas, o pleito do escritor poderá enfrentar graves sanções junto ao TSE, corte que já firmou jurisprudência rígida ao equiparar a manipulação de estruturas digitais a infrações por abuso de poder econômico.