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Flávio cita “censura” ao Bolsonaro ao defender Renan Santos de decisão do TSE
Por meio de uma postagem na rede social X, o parlamentar expressou seu voto de confiança para que o rival consiga reverter a situação jurídica de seu registro
01/09/2026 12h55
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: REPRODUÇÃO RECORD TV

Nessa última segunda-feira (31/8), o concorrente ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL), declarou solidariedade ao seu oponente na disputa, Renan Santos (Missão). A manifestação ocorreu na sequência de uma determinação do ministro Dias Toffoli, integrante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que paralisou a campanha publicitária eleitoral da chapa oponente.

Por meio de uma postagem na rede social X, o parlamentar expressou seu voto de confiança para que o rival consiga reverter a situação jurídica de seu registro. Na mesma oportunidade, o congressista traçou um paralelo entre o episódio e as sanções digitais aplicadas contra seu genitor, o ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL).

“Espero que o candidato Renan Santos restabeleça sua candidatura. O presidente Jair Bolsonaro está com suas redes sociais bloqueadas há mais de 1 ano e a censura não pode mais ser banalizada no Brasil”, escreveu.

A postagem veio acompanhada de uma representação visual contendo um boneco alusivo a Jair Bolsonaro amordaçado por uma fita, acompanhado pelo dizer “falem por mim”. O bloqueio telemático do antigo chefe de Estado foi imposto em julho de 2025 por ordem do ministro Alexandre de Moraes (STF), no âmbito de investigações que apuram coação processual, embaraço à justiça e lesão à soberania nacional, período em que o ex-presidente cumpre prisão preventiva por tentativa de ruptura institucional. Embora o grupo político rotule a vedação de “censura”, a ordem judicial não proíbe a concessão de entrevistas.

Reprodução: Redes Sociais

Bastidores da punição ao partido Missão

A ordem restritiva contra o bloco de Renan foi assinada no último sábado (29/8) por Toffoli, atingindo também o postulante a vice-presidente Aroldo Medina e a respectiva legenda. Além da interrupção de inserções publicitárias, a sanção bloqueou verbas do Fundo Eleitoral e vetou a presença da chapa em debates e demais veículos midiáticos.

A fundamentação da penalidade aponta a omissão no cadastramento prévio de 16 contas digitais dedicadas a impulsionar a candidatura, declaradas à Justiça Eleitoral apenas em 19 de agosto, 12 dias após a homologação oficial do registro em 7 de agosto.

Em reação pública divulgada na segunda-feira (31/8), Renan classificou o veredito como “absolutamente injusta e ilegal”, prometendo recorrer e interpretando a penalidade como uma represália direta por ter convocado protestos públicos contra o magistrado.