Notícias Corrida presidencial
Lula recebe orientação para manter distância de caso envolvendo Moraes e Vorcaro
Aliados e integrantes da campanha à reeleição avaliam que presidente não deve comentar publicamente as mensagens envolvendo o ministro do STF e o banqueiro
01/09/2026 21h42
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria sido aconselhado por aliados a evitar manifestações públicas sobre as mensagens que expuseram a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Segundo o Metrópoles, a recomendação ocorre em meio à repercussão do conteúdo extraído do celular do banqueiro e reunido em relatório da Polícia Federal.

Segundo informações de bastidores, parlamentares do PT e integrantes da campanha de Lula defendem que o presidente mantenha distância do episódio. A avaliação dessas pessoas é de que o caso envolve diretamente o Supremo Tribunal Federal e não deveria ser transformado em uma crise política para o governo.

Uma pessoa ligada à campanha afirmou, sob reserva: “Nossa avaliação é de que o PT ou a nossa campanha não estão relacionados a nada disso. Os últimos acontecimentos podem até animar a turma bolsonarista e o discurso de impeachment dos ministros do STF, mas não tem nada a ver com a campanha do presidente Lula”.

A relação entre Lula e Moraes também ganhou destaque recentemente porque o ministro participou de um movimento de reaproximação entre o presidente da República e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O encontro entre os dois ocorreu na casa de Moraes, em São Paulo, no último dia 4 de agosto.

O caso envolvendo Moraes e Vorcaro teve novos desdobramentos nesta terça-feira (1º), após a divulgação de mensagens extraídas do celular do banqueiro. Os diálogos indicam encontros entre os dois no apartamento do ministro e referências à organização de um fórum jurídico em Londres.

As investigações também alcançam contratos firmados entre empresas ligadas a Vorcaro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Um dos contratos previa 36 parcelas de R$ 3 milhões e envolvia atuação em procedimentos e inquéritos nas polícias Federal e Civil, além de processos administrativos.

Outro contrato, firmado com a Viking Participações, previa remuneração de até R$ 50 milhões em 36 meses e permitia o pagamento de honorários por meio de bens, incluindo imóveis.