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Vorcaro diz em depoimento que chefe da PF estaria em delação premiada
Em contrapartida, interlocutores repassaram a reação de Andrei Rodrigues, que expressou revolta com as declarações
03/09/2026 09h48
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Metrópoles
Reprodução: Divulgação/Banco Master

Durante um depoimento perante o juiz auxiliar João Azambuja, vinculada ao gabinete do ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF), o banqueiro Daniel Vorcaro apontou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, como o principal entrave para o andamento de sua colaboração premiada.  Realizada na última quinta-feira (27/8) na Papudinha e documentada em áudio, vídeo e termo escrito com a presença dos defensores Daniel Bialski e Engels Muniz e de um representante do Ministério Público, a sessão contou com acusações sem apresentação de provas materiais. As informações são do Metrópoles.

Vorcaro alegou que o avanço do acordo foi travado para evitar a exposição do chefe da instituição policial, mencionando supostos custeios de viagens e despesas direcionados a ele. Além disso, o executivo relatou ter sofrido pressões psicológicas, supostas intimidações e condições degradantes durante suas transferências prisionais.

Em contrapartida, interlocutores repassaram a reação de Andrei Rodrigues, que expressou revolta com as declarações. O dirigente da PF rebateu as acusações classificando-as como mentirosas e classificou a atitude do banqueiro como uma ação própria de "um canalha", questionando ainda os motivos que levaram o colaborador a evitar um acordo direto com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Quanto ao período de reclusão, fontes próximas ao chefe policial esclareceram que o próprio detento manifestou preferência por cumprir custódia nas instalações centrais da corporação.