Aos 49 anos, o ex-atacante Régis Fernandes da Silva, conhecido nacionalmente como Régis Pitbull e com passagens por Corinthians, Vasco e Ponte Preta, vive atualmente em situação de rua no bairro de Pirituba, na Zona Norte de São Paulo. Consumido pelo vício em crack e outras substâncias, o ex-atleta habita um abrigo improvisado com lonas e papelões em uma praça local, tendo perdido sua antiga residência, o suporte de grande parte dos conhecidos e a estabilidade financeira após enfrentar problemas judiciais e acúmulo de dívidas.
Mesmo diante da deterioração física e do cenário de extrema vulnerabilidade social, Régis frequenta um comércio da região para se alimentar e carregar o telefone celular, dispositivo que utiliza para gerenciar o consumo de entorpecentes. Embora torcedores organizados e conhecidos tenham tentado prestar assistência, o ex-jogador recusa alternativas de internação ou acolhimento familiar, sustentando que necessita apenas de uma oportunidade de trabalho.
O histórico do atleta com a dependência química remonta aos tempos em que atuava profissionalmente nos gramados do Brasil, do exterior e em passagens pela Europa e Ásia, agravando-se severamente após sua aposentadoria dos campos em 2012. Em meio às recordações dos tempos áureos em que desfrutava de status e veículos luxuosos, o ex-futebolista lida com o isolamento e expressa forte desolação sobre a própria trajetória: “Não quero que ninguém saiba que eu existo. Se acharem que estou morto, é melhor. Não sou um coitadinho.”
Reprodução: Emilio Botta
Reprodução: Emilio Botta