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Fotojornalista 'flagra' Moraes rindo junto a ministros do STF em meio a escândalo envolvendo Vorcaro
Fotografia feita após sessão em Brasília mostra Alexandre de Moraes sorrindo ao lado de Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Edson Fachin
03/09/2026 18h09
Por: Mateus Pereira Fonte: O Globo
Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

Uma fotografia de Alexandre de Moraes ao lado de outros ministros do Supremo Tribunal Federal chamou atenção nas redes sociais nesta quarta-feira (2), em meio à repercussão das mensagens atribuídas ao magistrado e ao banqueiro Daniel Vorcaro. O registro foi feito pelo repórter-fotográfico Brenno Carvalho, de “O Globo”, após a sessão da Corte em Brasília.

Na imagem (capa desta nota), Moraes aparece sorrindo ao lado de Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Edson Fachin. O momento ganhou destaque justamente enquanto o STF enfrenta questionamentos relacionados às conversas entre Moraes e Vorcaro, investigado no caso envolvendo o Banco Master.

O ministro André Mendonça retirou, nesta terça-feira (1º), o sigilo do relatório da Polícia Federal que reúne mensagens atribuídas a Moraes e Vorcaro. Entre os conteúdos divulgados estão pedidos feitos pelo banqueiro para que o ministro conversasse com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A fotografia registrada após a sessão passou a ser compartilhada por usuários das redes sociais, especialmente críticos de Moraes. Entre os comentários reproduzidos pela publicação estavam frases como “rindo da cara do brasileiro, bandidos desgraçados” e “vergonha do STF”.

Fachin fala sobre medidas cabíveis

Também nesta quarta-feira, Edson Fachin, presidente do STF, comentou a divulgação das mensagens envolvendo Moraes e Vorcaro. O ministro afirmou que adotará as medidas cabíveis diante do caso.

Fachin classificou a situação como de “especial gravidade” e afirmou que o tribunal precisa seguir os procedimentos estabelecidos para analisar o episódio, sem “precipitação”.

O presidente da Corte também declarou que o cargo de ministro do Supremo não representa “privilégios”, em uma sinalização de que o caso deverá ser tratado institucionalmente.