A TV Globo desligou de suas funções, na noite da última quinta-feira (3), seu diretor financeiro (CFO), Manuel Belmar. Conforme apontamentos da coluna Gente, da revista Veja, o desligamento ocorreu devido à sua responsabilização direta pelo recuo na compra dos direitos exclusivos de transmissão da Copa do Mundo do corrente ano, abrindo brechas para emissoras rivais, a exemplo do SBT e da Cazé TV.
Fontes da revista revelaram que circulava nos bastidores da empresa o comentário de que o executivo “merecia justa causa” em virtude da abdicação do torneio esportivo. A reportagem acrescentou ainda que ele jamais admitiu o equívoco: “Há ainda quem diga que, pela gravidade da estratégia errada, ‘demorou bastante’ para que tal decisão fosse tomada“, consignou o periódico.
As alterações na cúpula, contudo, não se resumem a esse caso. Quarenta e oito horas antes do afastamento do CFO, outro nome de peso também perdeu o cargo: apurações do portal Notícias da TV indicam que, na terça-feira (1), o comandante de Marca e Comunicação, Manuel Falcão, igualmente desligou-se da corporação. Ambas as saídas deverão ser oficializadas no decorrer de uma transmissão ao vivo programada para esta sexta-feira (4/9) pelo principal dirigente da companhia, Paulo Marinho.