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Caso Master deflagra um “salve-se quem puder” em Brasília
A reação do núcleo ligado a Moraes mirou diretamente o ministro André Mendonça, responsável por retirar o sigilo do material que expôs as conversas
04/09/2026 14h16
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Metrópoles
Reprodução: Arte Migalhas

O vazamento de diálogos do financista Daniel Vorcaro no centro do escândalo Master desencadeou um clima de “salve-se quem puder” entre lideranças em Brasília, mobilizando uma articulação defensiva capitaneada por Alexandre de Moraes, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues, que foram mencionados nos registros. O trio busca mitigar desgastes contando com o respaldo estratégico do decano Gilmar Mendes, que visa blindar aliados para preservar a estabilidade da Suprema Corte, e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que descartou avanço em pedidos de impeachment. As informações são do Metrópoles.

Em meio ao fogo cruzado, o presidente Lula frustrou as expectativas de blindagem irrestrita cobradas pelo grupo de Moraes. Às vésperas do pleito eleitoral, o chefe do Executivo adotou uma postura pública de distanciamento, publicando um vídeo em que defende que “é fundamental que se investigue todo mundo sem blindagem, doa a quem doer”.

A reação do núcleo ligado a Moraes mirou diretamente o ministro André Mendonça, responsável por retirar o sigilo do material que expôs as conversas. Em manifestação no âmbito do Inquérito das Fake News, Moraes solicitou a Edson Fachin uma apuração contra o colega por supostos crimes de responsabilidade, improbidade administrativa e abuso de autoridade na condução dos casos Master e INSS.

A ofensiva também atingiu o advogado-geral da União, Jorge Messias, criticado por delegados da PF sob acusação de omissão frente às decisões de Mendonça, em um movimento avaliado por aliados como tentativa de blindar o procurador-geral da República. Enquanto Fachin busca calibrar suas medidas institucionais para preservar a imagem do tribunal e o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, adota postura de retração, a capital federal assiste a uma intensa guerra de narrativas pela sobrevivência política dos envolvidos.