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STJ nega liberdade mais uma vez a Deolane Bezerra
O colegiado concluiu que intervir na custódia preventiva agora configuraria uma supressão de instâncias
08/09/2026 09h49
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Agnews

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou de forma unânime, em sessão desta terça-feira (8), o pleito de soltura formulado pelos representantes legais da criadora de conteúdo e jurista Deolane Bezerra, detida sob a acusação de laços com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O colegiado concluiu que intervir na custódia preventiva agora configuraria uma supressão de instâncias, visto que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) ainda não julgou o mérito da questão, embora o STJ tenha exigido rapidez por parte da corte paulista.

A defesa, capitaneada pelo defensor Aury Lopes Jr., que já havia publicado gravações em plataformas digitais defendendo a cliente antes de formalizar sua representação, sustentou que a medida restritiva carece de urgência, fundamentação na ordem pública e foi motivada por espetacularização, qualificando o ato como "ilegal" e "desnecessária". Deolane, por sua vez, argumenta que sua detenção ocorreu durante o estrito cumprimento de suas prerrogativas profissionais. Após o revés judicial, Lopes reforçou que demonstrará a inocência da cliente, negando qualquer vinculação com esquemas delituosos.

O episódio trouxe à tona registros antigos nas plataformas digitais em que a figura pública posa ao lado do chefe de Estado, Luiz Inácio Lula da Silva. As apurações conduzidas pelas autoridades paulistas no âmbito da Operação Vérnix indicam possíveis conexões entre a investigada e o círculo íntimo de Willians Herbas Camacho, o Marcola, entre os anos de 2022 e 2024, ao passo que a defesa reitera que sua única relação com o grupo criminoso limitou-se à prestação de serviços jurídicos.