O vice-chefe da Suprema Corte, Alexandre de Moraes, absteve-se de participar na segunda-feira (7) da análise de um pleito jurídico que busca soltar o ex-mandatário, Jair Bolsonaro. O magistrado já havia adotado idêntica postura em pleito equivalente protocolado no mês de janeiro.
A solicitação foi submetida por Claudio Leme Cavalheiro, advogado que não compõe o corpo de defesa oficial do ex-chefe de Estado. Em sua manifestação recente, Moraes optou por não detalhar os fundamentos de seu afastamento. Responsável pela condução do processo, a ministra Cármen Lúcia posicionou-se desfavoravelmente à soltura. Conforme seu entendimento, embora caiba a qualquer cidadão ingressar com tal medida em favor de terceiros, o expediente não pode ser manejado à revelia do acusado.
Atualmente, o placar da votação eletrônica aponta dois votos contrários à concessão da liberdade, reunindo os pareceres da relatora e de Cristiano Zanin. A deliberação digital tem encerramento programado para o dia 14 de setembro, restando ainda a manifestação de Flávio Dino.
Atualmente, Bolsonaro cumpre sanção penal em sua residência por motivos clínicos. Ele recebeu condenação de 27 anos e três meses de reclusão em virtude de articulação voltada a um golpe de Estado.