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“Aquela laranja podre não pode contaminar todo o STF”, declara Flávio Bolsonaro sobre Moraes em ato
Dados estatísticos do Monitor do Debate Político da USP, em parceria com o Cebrap e o More in Common, apontaram um público de cerca de 28,5 mil pessoas no local
08/09/2026 14h26
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: THIAGO MIYASHIRO/PERA PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O postulante do PL ao Palácio do Planalto, senador Flávio Bolsonaro, direcionou pesadas críticas ao ministro da Suprema Corte Alexandre de Moraes durante a concentração cívico-política realizada na tarde da última segunda-feira (7), na Avenida Paulista, em São Paulo. O parlamentar abriu sua manifestação rememorando o atentado a faca sofrido por seu pai em 2018, classificando os eventos do 8 de Janeiro como uma grande “farsa” e sustentando que Jair Bolsonaro “levou uma segunda facada ao ser condenado por um crime que não cometeu”.

Dados estatísticos do Monitor do Debate Político da USP, em parceria com o Cebrap e o More in Common, apontaram um público de cerca de 28,5 mil pessoas no local.

Mirando o atual chefe do Executivo e o magistrado, o senador disparou: “Lula é o responsável pelo caos moral que o Brasil está passando hoje. Quem vota em Lula, vota em Alexandre de Moraes. Nós não vamos permitir que Lula indique mais quatro Alexandres de Moraes para o Supremo Tribunal Federal”. Na mesma linha, enfatizou: “Temos que proteger o STF de Alexandre de Moraes, aquela laranja podre não pode contaminar toda a corte”, prometendo posteriormente nomear quadros alinhados a pautas conservadoras.

O governador paulista, Tarcísio de Freitas, também ocupou a tribuna para sublinhar que “ninguém está acima da lei e da Constituição”, cobrando que a mais alta corte investigue os recentes escândalos de maneira unânime, sem focar em autodefesa. Por sua vez, o deputado federal Nikolas Ferreira ironizou as tratativas envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao chamá-las de “pastel de vento”, reiterando o coro de que o “lugar de Alexandre de Moraes é na cadeia”.

Homenagens visuais e discursivas marcaram a exaltação ao ministro André Mendonça, cuja figura inspirou um boneco inflável levado pelos correligionários. O pastor Silas Malafaia proferiu um discurso incisivo, argumentando que “desgraçar o Supremo é arrebentar com a democracia e com a República” e instando o presidente do STF, Edson Fachin, a afastar Moraes. O ato também contou com passagens do prefeito Ricardo Nunes, que declarou que “Supremo é o povo brasileiro”, além de falas da bispa Sonia Hernandes, da deputada Bia Kicis e do dirigente partidário Valdemar Costa Neto, que prometeu a soltura de Jair Bolsonaro logo após uma eventual posse de seu filho.

Considrado um teste crucial para aferir a vitalidade do bolsonarismo diante do desgaste gerado por vazamentos envolvendo diálogos com o ex-banqueiro Vorcaro, o ato estampou o lema “Fora, Lula, Fora, Moraes”. A movimentação busca reverter o cenário eleitoral desfavorável registrado nas pesquisas recentes do Datafolha, nas quais Lula lidera a preferência do eleitorado.