Eternizada como um dos grandes ícones da clássica Banheira do Gugu, Luiza Ambiel relatou que precisou de um período considerável para reajustar sua normalidade após integrar o elenco da décima segunda temporada de A Fazenda, em 2020. Naquela edição do programa rural, na época sob o comando de Marcos Mion, a famosa esteve no centro de confrontos memoráveis com figuras como Biel e Raissa Barbosa, além de desentendimentos com Lucas Cartolouco. Mesmo após a eliminação, ela notou que certas reações e atitudes desenvolvidas sob o estresse do isolamento continuavam ecoando em seu cotidiano externo.
“Síndrome do pós-confinamento”
Ao retornar aos afazeres corriqueiros e se afastar dos holofotes, a artista notou que mantinha o hábito de esmiuçar ações alheias como se estivesse sob a pressão constante do jogo. Foi com base nessa percepção particular que ela cunhou a expressão “síndrome do pós-confinamento” para definir o que sentia. Os reflexos apareciam em momentos corriqueiros.
“Eu desconfiava de todo mundo. Às vezes, a pessoa estava falando comigo normalmente e eu já pensava: Será que ela está falando a verdade? Eu fui tão briguenta, tão barraqueira, levei as coisas ao extremo. Mas depois de analisar tudo com calma e ver como as coisas se ajeitaram, já não penso mais assim. Boa parte da responsabilidade por hoje eu me sentir melhor foi graças ao público que me apoiou depois que saí de lá”, relata à coluna Fábia Oliveira.
Acolhimento dos fãs como cura
O carinho direcionado pelos telespectadores no pós-jogo transformou a perspectiva que Luiza tinha de sua própria trajetória na competição. Inicialmente, ela relacionava as brigas e a alta exposição às consequências negativas que sofreu na disputa. Contudo, compreendeu gradualmente que trechos pelos quais se penalizava geraram forte empatia em quem assistia de casa.
“Eu sou muito grata ao público, porque eles me ajudaram a voltar ao normal. Quando tomei coragem, cheguei a perguntar para algumas fãs: ‘Como vocês podem gostar de mim? Eu fui tão barraqueira lá dentro, fiz aquela reunião de condomínio…’. Foi aí que comecei a entender que as pessoas tinham gostado justamente de coisas pelas quais eu me culpava”, destaca Ambiel ao Metrópoles.
O desligamento emocional
Às vésperas da estreia da décima oitava edição do formato, Luiza avalia com maior clareza os reflexos psicológicos daquela vivência. Embora o corpo tenha deixado a sede rapidamente, a mente demorou a se desvencilhar do clima de competição.
“O programa acaba para o público naquele dia, mas para quem esteve lá dentro leva mais tempo para sair emocionalmente. Aos poucos fui entendendo que nem toda conversa tinha uma segunda intenção e que eu não precisava mais ficar desconfiando de tudo. Eu saí da sede rápido, mas demorei um pouco mais para sair de lá por dentro”, finaliza ao veículo.