O processo judicial referente à uma mansão no condomínio Alphaville e ao cantor MC Guimê ganhou desdobramentos dramáticos. Em conversa com a coluna Fábia Oliveira, a mulher responsável por comercializar a propriedade com o artista em 2016 declarou enfrentar graves complicações psicológicas e econômicas após um longo período de embates nos tribunais.
Márcia Pessoa da Mota Silva apresentou registros e relatórios médicos sobre internações e tratamentos psiquiátricos, apontando que tais episódios guardam relação com a fase turbulenta que vivencia. De acordo com o seu depoimento, os revezes econômicos atingiram inclusive a subsistência familiar, agravando-se após o término de seu casamento. Naquele momento, ela planejava utilizar os recursos da venda do imóvel para adquirir um novo lar e recomeçar a vida com as filhas, plano que ruiu com a falta de repasse integral por parte do músico. “Quando eu me divorciei, contando com dinheiro para comprar uma nova casa e seguir com as filhas, mas Guimê não pagou e tudo desmoronou até hoje”, assinalou.
Márcia também detalhou o desgaste econômico e psicológico decorrente do litígio, mencionando custos com advogados, danos estruturais na casa e a lentidão burocrática.
“Ouvir muito desaforo, ter que lidar com tanta demora do Judiciário, ter pego a casa toda danificada, depois lidar com vários compromissos que foram causados pela falta de comprometimento do Guimê e da Lexa. Despesas processuais, principalmente ter que se manter com todas essas despesas e ainda lidar com uma separação”, pontuou.
Acerca dos argumentos expostos publicamente por MC Guimê e pela cantora Lexa sobre o negócio, ela fez severas críticas. “Guimê e Lexa mentem o tempo todo. Lexa está sempre ciente e ignora todos os fatos. Ela alega que não tinha nada a ver com a compra, mas sempre teve”, assegurou.
Os apontamentos refletem exclusivamente o ponto de vista de Márcia, devendo o envolvimento de Lexa e as obrigações das partes ser avaliados à luz das peças processuais e dos veredictos judiciais.
Exposição midiática
Após anos de trâmites nos tribunais, ela relatou que optou por quebrar o silêncio e vir a público após o assunto retornar aos holofotes da mídia e das plataformas digitais. Segundo sua versão, as declarações recentes do ex-casal a forçaram a dar sua resposta. “A imprensa noticiou, Lexa e Guimê expuseram nas redes sociais, tive que me defender. Me acusaram de ser devedora contumaz. No entanto, eles estão com essa dívida e talvez outras, mas não pagam e vivem ostentando”, desabafou.
O caso teve início em 2016 durante a transação imobiliária da mansão em Alphaville. Enquanto Márcia argumenta que houve inadimplência em parte do montante acordado, o processo arrasta-se judicialmente com sucessivas cobranças e apelações. Por sua vez, MC Guimê rotula o pacto comercial como um “sonho que virou pesadelo”, alegando que a rotina corrida o fez firmar um acordo desvantajoso. O funkeiro também pontua que o bem possuía vícios ocultos e nega ter sofrido despejo, afirmando ter desocupado o espaço por livre arbítrio.