A Bienal Internacional do Livro de São Paulo notificou a editora Fruto Proibido após vídeos gravados no estande da empresa durante o evento viralizarem nas redes sociais. As imagens, registradas no último domingo (6), mostram um homem usando uma máscara de Ghostface, personagem da franquia “Pânico”, interagindo com jovens, incluindo beijos e registros em que aparece segurando algumas delas no colo.
A organização da Bienal afirmou que a situação não fazia parte da programação oficial nem de qualquer ação autorizada pelo evento. “A Bienal Internacional do Livro de São Paulo esclarece que o episódio ocorrido no interior do estande de um de seus expositores não integra a programação nem ação oficial, promovida ou autorizada pela organização do evento. Assim que tomou conhecimento do ocorrido, a organização da Bienal notificou prontamente a editora responsável”, informou em nota.
Ainda segundo a organização, não há concordância com comportamentos considerados inadequados durante a feira. “A Bienal Internacional do Livro de São Paulo não compactua com condutas ou ações inadequadas dirigidas ao público e reafirma seu compromisso com a manutenção de um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor para todos os visitantes, expositores, autores, profissionais e demais participantes do evento.”
cara q merda e essa pqp pic.twitter.com/FVUrwEKdIg
— lily ðœ—à§Ž cr: (@lilyhughlizzie) September 7, 2026
A Fruto Proibido, por sua vez, afirmou que não organizou a presença do homem mascarado. “A Editora Fruto Proibido vem a público esclarecer uma situação ocorrida em nosso estande durante a Bienal. Imagens e vídeos envolvendo uma pessoa mascarada que esteve em nosso espaço ganharam repercussão nas redes sociais, acompanhados de interpretações de que sua presença teria sido organizada pela editora. Esclarecemos que a Fruto Proibido não contratou, convidou ou solicitou a presença dessa pessoa.”
De acordo com a editora, a entrada do homem no espaço aconteceu de maneira espontânea e, inicialmente, foi interpretada como uma interação descontraída com os visitantes. “Sua passagem pelo estande aconteceu de forma espontânea e foi inicialmente recebida pela equipe e pelo público como um momento de descontração. Foram feitas fotos, vídeos e conteúdos, assim como aconteceu com outros visitantes. As poses e interações registradas ocorreram a pedido e com a participação das próprias pessoas que se aproximaram para tirar fotos.”
GENTE QUE? pic.twitter.com/RfuOn4Qh7T
— ágatha 📖 (@agathalivross) September 7, 2026
A empresa afirmou ainda que percebeu posteriormente que a situação havia adquirido outra proporção. “Quando percebemos que a situação havia tomado uma proporção diferente, nossa equipe passou a solicitar a identificação das pessoas envolvidas. Infelizmente, naquele momento, a situação já havia saído do nosso controle.”
A Fruto Proibido também se distanciou de eventuais atitudes atribuídas ao homem. “Reforçamos que a Editora Fruto Proibido não compactua ou endossa quaisquer atitudes atribuídas à pessoa por trás da máscara, especialmente fatos dos quais não tínhamos conhecimento no momento dos registros.”
Ai me deu vergonha desculpa kkkkkkkkkkkkkk https://t.co/6sU8dteHK6
— ᴄᴇᴄɪ (@cecilia_gfc) September 7, 2026
A editora é especializada em dark romance, subgênero conhecido por explorar histórias com relacionamentos conturbados, violência, cenas explícitas, personagens moralmente complexos e diferentes dinâmicas de poder.
A empresa afirmou que o episódio servirá de aprendizado para os próximos eventos e anunciou que deverá adotar regras mais rígidas para interações e gravações realizadas em seu espaço.
“Lamentamos profundamente toda a repercussão e qualquer desconforto causado à nossa comunidade, leitores, autores e parceiros. O ocorrido nos serve de aprendizado. Redobraremos nossos cuidados e adotaremos critérios mais rigorosos para interações e gravações realizadas em nosso espaço durante eventos, buscando evitar que situações semelhantes voltem a acontecer”, afirmou a editora.
A Bienal do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, no Distrito Anhembi, na zona norte da capital paulista.