Juliano Floss fará sua estreia como ator em “Paraíso Perdido”, nova novela do Globoplay. Segundo a colunista Carla Bittencourt, do portal LeoDias, o influenciador interpretará Heitor, um jovem de 24 anos marcado por conflitos familiares, dificuldades de comunicação com o pai e uma paixão construída pela internet.
Na trama, Heitor é filho de Werneck, interpretado por Alexandre Nero, e Lígia, vivida por Maeve Jinkings. Ele também é irmão de Maria Cecília, personagem de Alanis Guillen. Desde os primeiros capítulos, o rapaz surge como alguém que não corresponde às expectativas do pai e ocupa uma posição de estranhamento dentro da própria família.
Werneck possui uma visão bastante rígida sobre masculinidade e não consegue compreender o jeito do filho. A distância entre os dois fica evidente quando ele percebe que Heitor nunca apresentou uma namorada à família e questiona Lígia sobre a possibilidade de o rapaz ser gay. A mãe, porém, afirma que ele apenas tem uma personalidade diferente e lembra ao marido que os dois praticamente não conversam.
A tentativa de aproximação termina de maneira constrangedora. Werneck vai até o quarto do filho e pergunta diretamente se ele é gay. Heitor reage indignado e fecha a porta na cara do pai. Naquele mesmo momento, o jovem acompanhava pela internet uma apresentação sensual de Suzana Flag, identidade virtual utilizada por Ritinha.
A relação entre pai e filho fica ainda mais complicada depois de uma tentativa de sequestro sofrida por Maria Cecília. Werneck chega a dizer que, caso Heitor estivesse no lugar da irmã, provavelmente estaria escolhendo flores para o enterro. Abalado, o rapaz revela à mãe que não sente ódio do pai, mas pena dele.
No campo profissional, Werneck também demonstra frustração. O empresário conta que já convidou Heitor para trabalhar na Viação São Cristóvão, mas recebeu uma negativa. Diante disso, passa a apostar em Maria Cecília como sucessora e chega a classificar o filho como um “inútil”.
É justamente longe da família que Heitor encontra algum acolhimento. Cliente de Suzana Flag, ele começa acompanhando as apresentações virtuais da mulher, mas os encontros evoluem para conversas cada vez mais pessoais. Aos poucos, o rapaz passa a usar aquele espaço para desabafar sobre os conflitos dentro de casa.
Em uma dessas conversas, Heitor admite acreditar que o pai o odeia e se emociona ao falar sobre a dificuldade de comunicação entre os dois. Suzana o escuta e oferece conselhos, fazendo com que ele brinque que deveria pagá-la por uma consulta em vez do show.
A atração também evolui para sentimentos mais profundos. Sem conhecer o rosto verdadeiro de Suzana e sem saber que a personagem é, na realidade, Ritinha, Heitor admite que gostaria de namorá-la. Quando ela sugere que ele procure uma namorada, o jovem deixa claro que a pessoa com quem gostaria de se relacionar é justamente aquela que não pode mostrar o rosto para ele.
Heitor ainda comenta sobre a misteriosa mulher com Elza. Sem revelar como os dois se conheceram, inventa que ela estuda Psicologia, mas afirma sinceramente que a jovem entende muito bem as pessoas. Ele também passa a alimentar a esperança de um encontro presencial.
A fantasia romântica do personagem ganha espaço quando Heitor imagina como seria viver uma história de amor com Ritinha nos anos 1970. No devaneio, ele aparece vestido como aluno do Colégio Militar, enquanto ela surge como normalista. Os dois caminham de mãos dadas, tomam sorvete e namoram no portão do Instituto de Educação.
Assim, Heitor chega à dramaturgia como um personagem sensível, romântico e afetivo, muito distante da imagem de filho idealizada por Werneck. Depois das participações na “Dança dos Famosos” e no “Big Brother Brasil”, Juliano Floss terá agora seu primeiro grande desafio como ator.