À espera de seu segundo herdeiro, Tati Machado abriu o coração em uma gravação publicada nas plataformas digitais, abordando o delicado processo de luto decorrente da perda de seu primogênito e expressando seu descontentamento com nomenclaturas comumente atribuídas a essa dor, a exemplo da expressão “mãe de anjo”.
“Sempre falam assim: ‘Ah, você é mãe de anjo?’. Eu não queria ser mãe de anjo, não. A verdade é essa”, pontuou a comunicadora, refletindo ainda sobre como o trauma pretérito repercute na nova experiência maternal: “A gente acaba não curtindo e não vivenciando tanto a gestação, a gravidez. E tá tudo bem”.
Descrevendo a superação diária necessária diante da ausência, Tati compartilhou marcas profundas de sua vivência: “No luto é um dia de cada vez, uma hora de cada vez. Eu demorei seis meses para entrar no quartinho dele. Eu fiz questão de segurar, mas eu não segurei tanto quanto eu gostaria de ter segurado. Existe um cansaço e também a instabilidade”.
Ao direcionar orientações ao público, a apresentadora destacou o papel fundamental que a rede de apoio exerce sobre quem sofreu aborto espontâneo: “Eu acho que mais do que conselho, o conselho é para quem não está passando, mas conhece alguém que está: seja escuta, não precisa falar nada, pois falar ajuda a curar a gente de alguma maneira, ajuda no processo da dor e do luto”.
O episódio doloroso ocorreu em maio de 2025, quando a gestação de Rael foi interrompida de forma natural após a constatação da ausência de atividade cardíaca fetal na 33ª semana de gravidez. Atualmente, a famosa espera um novo filho, fruto de sua união com Bruno Monteiro.