Notícias Medo da verdade?
Aliados de Lula minimizam pesquisa que coloca Flávio à frente no segundo turno
Petistas dizem que levantamento da Quaest já não refletiria o momento atual da disputa e citam pesquisas internas que indicariam recuperação do presidente
14/09/2026 16h57
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Fotos: Reprodução/Uol Flash

Integrantes do governo e da campanha à reeleição do presidente Lula (PT) minimizaram, nos bastidores, o resultado da pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14/9), segundo matéria do Metrópoles. O levantamento trouxe como principal novidade a passagem de Flávio Bolsonaro (PL) à frente do petista em uma simulação de segundo turno.

De acordo com a pesquisa, Flávio aparece com 42% das intenções de voto, enquanto Lula registra 40%. Apesar da vantagem numérica do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Auxiliares de Lula, porém, afirmam que o levantamento já não representaria o cenário atual da disputa eleitoral. “Essa pesquisa já está velha. Espere a próxima”, afirmou à coluna um influente ministro do governo.

Nos bastidores, integrantes do PT dizem que um dos trackings internos da campanha começou a indicar uma recuperação de Lula a partir do sábado (12/9). Segundo esses relatos, o presidente teria voltado a liderar as simulações de segundo turno contra Flávio Bolsonaro.

Os auxiliares ainda afirmam que os números das pesquisas internas estariam mais próximos do levantamento BTG/Nexus. Nesse cenário, Lula aparece com 47%, contra 46% de Flávio em uma eventual disputa de segundo turno.

Mesmo com a tentativa de minimizar o resultado da Quaest, aliados do presidente reconhecem que os números servem como um alerta para a campanha. Na avaliação de integrantes do grupo, a pesquisa pode ajudar a “despertar a militância”.

O levantamento da Quaest ouviu 2.004 pessoas entre quinta-feira (10/9) e domingo (13/9), período em que a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) já havia ganhado força. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.