O ex-parlamentar federal Eduardo Bolsonaro cumprirá uma série de compromissos oficiais em Washington durante os próximos dias, tendo como pauta central a imposição de penalidades norte-americanas direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes, integrante da Suprema Corte brasileira.
A agenda diplomática foi ratificada perante o periódico Gazeta do Povo por intermédio do comentarista Paulo Figueiredo. O comunicador atestou a realização de múltiplos encontros na sede do governo estadunidense e confirmou que a aplicação de restrições punitivas contra o magistrado figura entre os temas centrais em debate, embora tenha resguardado informações complementares sobre a identidade dos interlocutores.
Anteriormente, o próprio político havia tornado pública a viagem rumo aos Estados Unidos com o intuito de revigorar a campanha voltada à ativação da Lei Magnitsky contra Moraes, sem, contudo, antecipar a relação de autoridades locais com quem pretendia dialogar.
O desdobramento político coincide com a realização da sessão extraordinária agendada pelo STF para esta terça-feira (15), ocasião em que o colegiado deliberará sobre a conveniência de dar andamento a uma apuração centrada nas interações entre o togado e o financista Daniel Vorcaro, dirigente do Banco Master. Os ministros também examinarão o sumário produzido pela Polícia Federal que levantou dúvidas a respeito das tratativas. O vazamento de diálogos atribuídos a ambos intensificou o cerco político ao redor do ministro recentemente.
Vale lembrar que o magistrado já havia sofrido sanções baseadas na referida legislação no ano passado. Em julho de 2025, o Departamento do Tesouro dos EUA inseriu o jurista no rol de penalizados sob a alegação de infrações a direitos humanos, estendendo as punições, meses depois, à sua cônjuge, Viviane Barci de Moraes, bem como ao Lex Instituto de Estudos Jurídicos, empresa vinculada à família.
As medidas restritivas que recaíam sobre o casal foram revogadas no final de 2025. O instrumental jurídico da Lei Magnitsky confere ao governo dos Estados Unidos a prerrogativa de congelar ativos financeiros e patrimoniais sob sua alçada territorial, além de vetar operações comerciais com estrangeiros acusados de corrupção ou graves abusos civis.