Durante um evento de campanha em formato de motociata realizado em Belém (PA) na segunda-feira (14/9), o postulante ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) declarou que a Suprema Corte possui o dever institucional de avalizar a instauração de um inquérito contra o ministro Alexandre de Moraes.
“Com tudo o que já veio à tona, eu acho que não há nenhuma dúvida que, pelo menos, a maioria do Supremo no Plenário tem a obrigação de autorizar o início de investigação contra ele [Alexandre de Moraes]. Precisa ser afastado”, afirmou o concorrente ao cargo máximo do Executivo.
O tribunal superior agendou para esta terça-feira (15), a partir das 10h, uma plenária extraordinária destinada a deliberar sobre a viabilidade de investigar o magistrado devido aos contatos mantidos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A convocação partiu do chefe da instituição, Edson Fachin, após a repercussão gerada pelo vazamento de diálogos associados às apurações do Caso Master.
Os ministros examinarão se o material probatório acumulado sustenta o prosseguimento das averiguações ou se o processo deve ser encerrado. Trata-se de um marco histórico, sendo a primeira vez que a Corte debate abertamente a hipótese de apurar a conduta de um de seus próprios membros.
Na mesma ocasião, o político pleiteou maior clareza sobre outros procedimentos sob sigilo ou em curso no tribunal:
“Eu quero a transparência de todas as investigações que estão em andamento no Supremo. Não apenas com relação a filme do Bolsonaro; com relação à INSS, com relação às Fake News, e com relação ao Lulinha”, declarou.