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Paulo Gonet nega proximidade com Vorcaro e rebate suspeitas durante sessão do STF
Procurador-geral afirmou ter encontrado banqueiro apenas uma vez e classificou ligação intermediada por advogado como “brevíssima e banal”
15/09/2026 23h58
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Foto: Rosinei Coutinho/STF

Paulo Gonet negou qualquer relação de proximidade com Daniel Vorcaro durante a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal desta terça-feira (15). O procurador-geral da República afirmou que teve apenas um encontro com o banqueiro em abril de 2024, acompanhado por outras autoridades, além de uma ligação intermediada por um advogado.

“Não existe e nem tive relacionamento de proximidade com o Sr. Vorcaro. O único encontro que tive com o senhor Vorcaro se deu com várias autoridades em abril de 2024. A única ligação, intermediada por advogado, foi brevíssima e banal”, afirmou.

Gonet também citou a investigação conduzida por André Mendonça e declarou que não foram encontrados elementos que apontassem para a prática de ilícitos por parte do procurador-geral. “Eu fico feliz que o ministro André Mendonça tenha reconhecido que não havia nada, do que foi colhido, que pudesse induzir a alguma prática e ilícito por parte do procurador-geral da República”, declarou.

Mensagens aparecem no relatório

O nome de Paulo Gonet foi citado no relatório da Polícia Federal divulgado por Mendonça, com mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro. Segundo o documento, o procurador-geral teria mantido contato com o banqueiro por intermédio do advogado Ciro Soares.

O material também registra uma conversa telefônica entre os dois e manifestações de cordialidade trocadas por meio de Soares. Em outro contexto, Vorcaro teria pedido a Alexandre de Moraes que tentasse atuar junto a Gonet e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para conter medidas contra o Banco Master.

Durante a sessão, Gonet avaliou que a atuação do Ministério Público foi “precisa” e “correta” no exercício da titularidade da ação penal.

Após a fala do procurador-geral, André Mendonça e Gilmar Mendes protagonizaram uma discussão. O episódio ocorreu enquanto Mendonça falava sobre um possível envolvimento de Gonet no caso.

Gilmar afirmou: “É impressionante a desfaçatez desse sujeito”. Mendonça respondeu: “Desfaçatez de vossa excelência. Me respeite”. Depois, Gilmar disse “Pode chorar”, e Mendonça rebateu: “Aqui não tem choro não. Respeite”.