Ao completar seu primeiro mês, a corrida eleitoral de 2026 revela que as candidaturas petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Haddad lideram os investimentos em patrocínio digital nas redes da Meta, totalizando R$ 3,9 milhões injetados no Instagram e no Facebook. Conforme registros do TSE, o chefe do Executivo federal encabeça o topo do ranking de gastos ao desembolsar R$ 2,6 milhões em 21 postagens impulsionadas em busca de um inédito quarto mandato presidencial.
Paralelamente, o postulante ao governo paulista e ex-ministro da Fazenda destinou R$ 1,3 milhão a 17 anúncios, buscando posicionar o partido à frente do Palácio dos Bandeirantes, cenário onde pesquisa Datafolha recente aponta Tarcísio de Freitas com 49% e Haddad com 29%.
Globalmente, a big tech já faturou mais de R$ 144 milhões com propaganda política neste pleito, superando em apenas trinta dias os R$ 129,7 milhões acumulados em todo o ciclo de 2022, quando Jair Bolsonaro liderou os aportes na mesma ferramenta com R$ 5,1 milhões. Esse montante supera em dobro a arrecadação da segunda colocada no ranking do tribunal, a processadora de pagamentos Dlocal (R$ 57,5 milhões).
Completando o grupo das cinco maiores contas bancárias voltadas ao impulsionamento na Meta, destacam-se três nomes focados em cargos executivos e legislativos:
O deputado federal Célio Studart (PSD-CE), único representante do Legislativo no topo, investiu cerca de R$ 1 milhão em 16 publicações para sua reeleição à Câmara.
O tucano Ciro Gomes (PSDB), concorrendo ao governo cearense e figurando com 48,4% frente aos 45,8% de Elmano de Freitas segundo levantamento da Atlas, aplicou R$ 999 mil em sete posts.
O parlamentar paranaense Sandro Alex (PSD), terceiro colocado em seu estado com 15% das intenções de voto em pesquisa Quaest, fechou a lista ao injetar R$ 965 mil em 31 impulsionamentos rumo ao governo local.