A Justiça do Rio de Janeiro rejeitou um pleito da defesa para conceder prisão domiciliar humanitária ao ator José Dumont. Aos 76 anos, o intérprete encontra-se detido desde março de 2026 em virtude de uma condenação por estupro de vulnerável. Conforme veiculado pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, os advogados argumentaram que a idade avançada e o quadro clínico justificariam o cumprimento da sanção em residência.
Antes de deliberar sobre o caso, o Poder Judiciário exigiu um exame médico oficial, executado pela diretoria do sistema prisional, com o intuito de averiguar tanto a condição de saúde do recluso quanto o suporte médico prestado na unidade.
O documento pericial concluiu que Dumont exibia lucidez, orientação espacial e boa estabilidade geral, constatando que ele realiza terapias para controle de hipertensão, hipotireoidismo e problemas de insônia. Contudo, o documento médico não apontou nenhum fator impeditivo para a manutenção do ator no cárcere. Sendo assim, amparando-se nas conclusões do exame e na viabilidade de prosseguir com os tratamentos no ambiente carcerário, o tribunal optou por indeferir a concessão do benefício domiciliar.