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Ronaldo Caiado diz que Lula tem “mãos sujas” ao citar crise no STF
Em seu ponto de vista, o rival deveria ter chamado os magistrados para uma reunião no Planalto
17/09/2026 10h53
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados/ Marcelo Camargo/Agência Brasil

Durante um encontro entre jornalistas em São Paulo nessa última quarta-feira (16), o aspirante ao Planalto Ronaldo Caiado (PSD) disparou contra o atual chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e contra o adversário Flávio Bolsonaro (PL). O presidenciável sustentou que Lula falhou ao não intervir diretamente para conter uma turbulência institucional ao lado da Suprema Corte, justificando a inércia do petista com a alegação de que ele possui “as mãos sujas”.

Em seu ponto de vista, o rival deveria ter chamado os magistrados para uma reunião no Planalto:

“Se ele não estivesse com as mãos sujas, ele teria que ter feito um pronunciamento à nação. Ele deveria ter chamado todos os integrantes no Palácio dizendo: ‘Eu respeito o Supremo, mas esse é um problema de governabilidade. Nós não podemos admitir que isso aconteça. Nós não podemos expor o Supremo Tribunal Federal’”.

O político do PSD também direcionou farpas a Flávio Bolsonaro, questionando a legitimidade moral de ambos os oponentes para pacificar a República e gerir a nação diante das investigações que enfrentam:

“Os que estão aí, eles têm autoridade moral para poder aglutinar os Poderes e voltar a governabilidade do país? Vocês sabem que não. O Lula, pelo passado e o presente dele. E também o Flávio, por também estar sendo investigado dentro daquela Casa. O país da maneira como ele está com esses dois candidatos, ele é um país ingovernável”.

Além disso, o candidato reprovou a condução da sessão plenária do STF pelo ministro Edson Fachin no dia anterior, por ter acatado questionamentos que unificaram pautas distintas envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça:

“Toda e qualquer questão de ordem devia ter sido excluída imediatamente, rejeitada. A pauta era para saber se teria ali abertura de investigação contra o ministro Alexandre Moraes. Não estava em discussão a junção de outro processo. Não estava em discussão outras matérias. Aquilo ali, com todo o meu respeito, mas o presidente da Casa, ele deveria ter rejeitado todas as questões de ordem”.

Por fim, o presidenciável prometeu uma postura ativa caso vença o pleito, assegurando que não se esquivará de atritos entre os Poderes:

“Jamais, jamais, jamais, eu na presidência me omitirei de qualquer momento, aconteça onde acontecer. Respeitando os poderes, mas eu tenho como presidente da República, a prerrogativa de pacificar o Brasil e governar o país”.