
Durante agenda de campanha realizada no último domingo (20) no Novo Mercado Municipal de Ribeirão Preto, no interior paulista, o candidato ao Palácio do Planalto Augusto Cury (Avante) desferiu duras críticas contra a gestão federal. O psiquiatra e escritor acusou o atual chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de explorar a “dor das pessoas vulneráveis” com o intuito de impulsionar sua campanha à reeleição, apontando o recente aumento concedido no Bolsa Família.
Para o presidenciável, a alteração no benefício veio em um momento eleitoralmente conveniente: “Ele [Lula] deveria ter feito isso [reajuste do Bolsa Família] no início do ano, indicando que eles estão usando a dor das pessoas vulneráveis como palco para ganhar o cargo de presidente”. Vale lembrar que o mandatário oficializou na última quinta-feira (17) um acréscimo de 15,04% no programa social, elevando o patamar mínimo para R$ 691 e a média para R$ 777.
Ainda no decorrer de suas declarações, o médico reiterou sua postura de atuar acima de polarizações ideológicas, declarando-se apto a governar tanto para a direita quanto para a esquerda, além de se autoproclamar o único nome competitivo capaz de suplantar o petista em um eventual segundo turno.
Cury também voltou a externar seu descontentamento em relação à Suprema Corte. O postulante ao cargo máximo da República confessou estar “profundamente magoado” com os recentes desdobramentos e decisões emanadas pelo STF.