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Justiça proíbe Rico Melquíades de fazer assédio eleitoral contra funcionários
Diante do risco iminente imposto pelo período eleitoral, a Justiça fixou uma penalidade financeira de R$ 300 mil por cada descumprimento verificado por funcionário afetado
22/09/2026 10h40 Atualizada há 3 horas
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: g1
Reprodução: Geraldo Magela/Agência Senado

A 11ª Vara do Trabalho da Capital emitiu uma liminar no último sábado (19), a pedido do Ministério Público do Trabalho em Alagoas (MPT-AL), proibindo o criador de conteúdo digital Rico Melquíades de cometer assédio eleitoral contra suas empregadas. A medida judicial ocorre após a veiculação de uma gravação, publicada em 12 de outubro, na qual o famoso interroga suas colaboradoras sobre o pagamento dos salários delas e ameaça demissão quem declarasse apoio ao Partido dos Trabalhadores (PT). As informações são do g1.

Na gravação divulgada, o influenciador dispara: “Não quero petista aqui dentro [de casa] também. Você é PT, Manuela? Responda. Você vai ser PT, Manuela? Está demitida. Traga a sua carteira [de trabalho]. Vai para a rua, viu? Pode trazer a sua carteira”

Enquanto a funcionária citada reage apenas com um “aham”, outra colega que preferiu não se identificar confessa que cogitava a legenda, mas abriu mão por causa do emprego.

Diante do risco iminente imposto pelo período eleitoral, a Justiça fixou uma penalidade financeira de R$ 300 mil por cada descumprimento verificado por funcionário afetado. A ação civil pública ajuizada pelo MPT-AL na sexta-feira (18) ainda cobra o repasse de R$ 5 milhões direcionados a danos morais coletivos, além de impor a remoção de postagens constrangedoras em até 24 horas, a concessão de folgas para a votação sem prejuízos salariais e a publicação de uma nota de retração pública esclarecendo a inviolabilidade da escolha política no ambiente de trabalho.