O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), chamou nesta terça-feira (22) a extrema-direita de “patologia política” durante uma mobilização pela reeleição do presidente Lula (PT). O ato ocorreu na região central da capital paulista, com participação de Geraldo Alckmin e Marina Silva.
“Nós não imaginávamos que nós íamos ter que enfrentar a extrema-direita. A extrema-direita é uma patologia política. Não é uma coisa normal e que vai se consumir porque ela é destrutiva”, afirmou Haddad.
O candidato também disse que esperava uma disputa mais fácil em 2026 depois da derrota de Jair Bolsonaro em 2022. “Nós imaginamos que com a derrota deles [em 2022] que 2026 ia ser mais fácil. Pessoal, não está mais fácil. Nós estamos aqui pra reunir mais uma vez as nossas forças, mais uma vez o amor por esse país, mais uma vez o espírito de luta dessa gente trabalhadora, para mais uma vez derrotar o Bolsonaro em 2026”, declarou.
Durante o discurso, Haddad também fez críticas a Flávio Bolsonaro (PL) e mencionou notícias relacionadas ao senador. “Tem a notícia que ele se envolveu com milícia. Tem a notícia que ele se envolveu com o [Daniel] Vorcaro e do Banco Master. Tem a notícia que ele liberou emenda para miliciano. O que se sabe do Flávio Bolsonaro? E tem um rapaz muito novo pra ter um currículo tão podre”, disse.
Na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, Haddad afirmou que pretende alcançar 51% dos votos. Ele também defendeu a ampliação de políticas públicas do governo federal no estado de São Paulo.
Em São Bernardo do Campo, no Grande ABC, o candidato apresentou propostas para a reindustrialização de São Paulo, incluindo a transformação do Desenvolve SP e o uso de universidades públicas e da FAPESP para apoiar iniciativas de ciência e tecnologia.