14 países latino-americanos e caribenhos que integram o Escudo das Américas anunciaram nesta terça-feira (22) uma ação conjunta contra 24 organizações classificadas pelos Estados Unidos como grupos terroristas. A medida foi divulgada pelo Departamento de Estado norte-americano em conjunto com os governos participantes.
A lista inclui o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), facções brasileiras designadas como organizações terroristas estrangeiras pelo governo dos Estados Unidos em junho. O documento prevê medidas como congelamento de bens, restrições de imigração e vistos e responsabilização criminal de pessoas que forneçam apoio material às organizações.
A declaração foi assinada por Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago. O texto também estabelece que os países poderão atuar individual ou coletivamente contra os grupos.
A iniciativa aconteceu horas depois de Donald Trump pedir aos integrantes do Escudo das Américas que adotassem a classificação norte-americana e aplicassem sanções contra as 24 organizações. “Hoje, estou pedindo a todas as nações do Escudo das Américas que designem formalmente os narcoterroristas como ameaças comuns à estabilidade”, declarou.
O PCC e o CV aparecem nos itens 16 e 17 da relação. Entre outros grupos citados estão Mara Salvatrucha, Trem de Aragua, Cartel de Sinaloa, Cartel de Jalisco Nueva Generación, Clã do Golfo, ELN e Sendero Luminoso.
O documento não cria uma legislação única para os países participantes. Cada governo deverá adotar, dentro de suas próprias normas, medidas como bloqueio de ativos e restrições de entrada. Brasil e México não integram a articulação.