
O vereador Jair Renan Bolsonaro (PL) teve um pedido para abonar uma falta na Câmara Municipal de Balneário Camboriú (SC) rejeitado nesta terça-feira (22). A solicitação, baseada no artigo 37 do Regimento Interno, foi derrubada por 10 votos.
O dispositivo estabelece que o subsídio dos vereadores é dividido pelas reuniões ordinárias do mês e pode sofrer desconto em caso de ausência, salvo quando existe “motivo justificado” aceito pela maioria absoluta do plenário.
Durante a votação, o vereador Marcelo Achutti (MDB) criticou o pedido e citou a campanha eleitoral de Jair Renan para deputado federal. Também mencionou que o parlamentar recebeu R$ 3 milhões do fundo eleitoral. “Para mim, não tem justificativa. Respeito o senhor vereador, também defendo as bandeiras de direita. Agora, está em campanha eleitoral, recebeu R$ 3 milhões de fundo eleitoral e ainda quer que nós abonemos. Vão criar vergonha na cara os senhores vereadores”, afirmou.
Achutti lembrou ainda que, quando disputou uma eleição, se licenciou do cargo e deu lugar ao suplente. “Se está em campanha eleitoral, faça igual aos demais”, completou.
Ao explicar as faltas, Jair Renan afirmou que costuma deixar de comparecer às sessões de quarta-feira porque viaja para Brasília para visitar o pai, Jair Bolsonaro. “Quase toda quarta-feira eu devo faltar, porque tenho que visitar o meu pai, hoje preso político, perseguido por todas as instâncias, pelo STF, pelo atual governo”, declarou.
O vereador também respondeu às críticas sobre o uso do fundo eleitoral. “Eu não pego o fundo eleitoral para fazer bagunça. Eu pego para fazer minha campanha e o que sobrar eu devolvo. Não sei se o senhor faz alguma bagunça quando você recebe”, disse. Jair Renan disputa uma vaga de deputado federal por Santa Catarina nas eleições deste ano.