
A advogada Dayanne Bezerra, irmã de Deolane Bezerra, usou as redes sociais para questionar a permanência da influenciadora na prisão. O desabafo foi publicado após a detenção completar quatro meses, na última segunda-feira (21).
Deolane é investigada na Operação Vérnix, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Diante disso, Dayanne passou a cobrar a apresentação de elementos que, segundo ela, justifiquem a manutenção da medida cautelar.
“Já se fazem quatro meses de uma grande injustiça. Cadê as provas?”, questionou a advogada em um dos vídeos publicados nos Stories do Instagram.
Durante o desabafo, Dayanne também rebateu informações divulgadas sobre a vida pessoal e empresarial da irmã. Ela afirmou que documentos oficiais poderiam ser consultados para verificar as alegações. “As provas é uma entrevista cheia de inverdades, dizendo que a Deolane havia se casado no presídio. Cadê essa certidão de casamento? Dizendo que a Deolane tinha 50 empresas, cadê essas certidões dessas empresas? Basta fazer uma pesquisa simples na Junta Comercial”, declarou.
A advogada também levantou questionamentos sobre perícias realizadas em materiais apreendidos durante as investigações. Segundo Dayanne, um aparelho que teria sido apontado como peça importante no caso apresentou arquivos inseridos e modificados após o lacre. “Um aparelho que falaram que era a prova chave pra Deolane estar presa, depois de lacrado, tem 10 arquivos inseridos e 14 arquivos modificados... Provas criadas, né? O Brasil é um verdadeiro escarcéu, mas todo mundo pode responder em liberdade, a Deolane não”, criticou.
Após quatro meses da prisão de Deolane, Dayanne Bezerra cobra autoridades por provas do caso. pic.twitter.com/ZIaNjntskV
— FUXIQUEI (@fuxiqueei) September 22, 2026
Deolane continua detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. A defesa sustenta a inocência da influenciadora e afirma que os valores movimentados por ela possuem origem lícita, provenientes de sua atuação como advogada e de contratos publicitários na internet.
O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a prisão preventiva sob o argumento da necessidade de garantir a ordem pública e a instrução criminal enquanto o processo segue em andamento.