Após fuga, ‘Mãe Loira do Funk’ é presa no RJ sob acusação de torturar o ex-marido

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25/09/2026 às 16h35 Atualizada em 25/09/2026 às 16h36
Por: Mateus Pereira Fonte: CNN Brasil e LeoDias
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Imagens/Reprodução: Redes sociais e Bruno Rohde/Agência O Globo
Imagens/Reprodução: Redes sociais e Bruno Rohde/Agência O Globo

Verônica Costa, conhecida como Mãe Loira do Funk, foi presa nesta quinta-feira (24), no Vale das Videiras, em Araras, distrito de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. A ex-vereadora era considerada foragida desde o dia anterior, quando policiais foram até um endereço ligado a ela, na Barra da Tijuca, para cumprir um mandado de prisão, mas não a encontraram.

Segundo informações divulgadas pelo portal LeoDias e pela CNN Brasil, Verônica teria trocado de carro pelo menos quatro vezes durante o trajeto entre o Rio de Janeiro e Araras, em uma tentativa de dificultar a localização pelos agentes da Polinter. Ela acabou sendo encontrada em um sítio na região.

A prisão ocorre após o trânsito em julgado do processo em que Verônica foi condenada a 10 anos e oito meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, por tortura contra o ex-marido, Márcio Costa. A ordem de prisão foi expedida pela 16ª Vara Criminal depois do fim de todas as possibilidades de recurso.

O caso começou em fevereiro de 2011, quando Márcio procurou a Polícia Civil para denunciar as agressões que teria sofrido durante o relacionamento. Em depoimento, ele afirmou ter sido imobilizado e amordaçado dentro de casa e relatou que o episódio teria durado cerca de 20 horas. Segundo o relato apresentado à polícia, parentes de Verônica também teriam participado das agressões.

A sentença de primeira instância foi proferida em 2019 e estabeleceu pena de cinco anos e 10 meses. Após recurso do Ministério Público, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio ampliou a punição, em 2023, para 10 anos e oito meses, além de determinar o início do cumprimento em regime fechado e manter a perda do mandato de vereadora. Outros quatro parentes da ex-vereadora também foram condenados no processo.

Ao ser levada para a delegacia, Verônica contestou a condenação e afirmou ter sido vítima de um erro judicial. “Não sou nenhuma bandida, nenhuma marginal ou homicida. Aqui tem uma mulher que teve uma arma na cabeça e que o Judiciário errou. Eu sempre admirei o Judiciário”, disse à TV Globo. A ex-vereadora sempre negou as acusações, enquanto sua defesa já havia contestado a condenação e afirmado que a decisão não teria respaldo suficiente nas provas.

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