
A GloboNews corrigiu uma informação divulgada nesta quinta-feira (24) que associava o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a um projeto que pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A declaração da jornalista Maria Cristina Fernandes repercutiu nas redes sociais e entre católicos.
O projeto mencionado durante a transmissão é o PL 2.623/2007, apresentado pelo então deputado Professor Victório Galli e arquivado pela Câmara dos Deputados em 2008. Flávio Bolsonaro negou qualquer relação com a proposta e afirmou que não existe projeto de sua autoria ou de sua campanha com esse objetivo.
Após a repercussão, a GloboNews identificou o erro e pediu desculpas pela informação divulgada. Publicações nas redes sociais haviam usado o trecho da televisão para afirmar que o candidato pretendia retirar ou apoiar a retirada do título de Nossa Senhora Aparecida, mas não houve declaração de Flávio nesse sentido.
Na noite de quinta-feira, o senador publicou um vídeo para negar os rumores. “Estamos aqui na correria de agenda em Minas Gerais e sou surpreendido com uma mentira, uma fake news daquela, pra variar, que a milícia do PT está inventando na internet: que eu iria tirar a padroeira do Brasil. Isso é uma grande mentira. Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto. Então vamos lá, até o final, o PT só sabe fazer isso: mentir. Chegou no poder pela mentira, mas a gente vai tirar ele com a verdade”, afirmou.
Em nota publicada junto ao vídeo, Flávio declarou: “Respeito todas as religiões e também quem não tem religião! Diferente do Lula, que quer se meter até nas regras da Igreja Católica. Deus no comando sempre!”. A referência é a uma fala anterior de Lula sobre o celibato na Igreja Católica.
A campanha de Flávio avalia acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o episódio, enquanto busca identificar os perfis envolvidos na origem dos rumores. O tema também foi abordado pelo presidente da CNBB, Dom Jaime Spengler, que afirmou nesta semana que a Igreja Católica não declara preferência por candidatos e não se manifesta sobre questões político-partidárias.