Virginia nega indução de apostas erradas e cita acertos em ação sobre Blaze

A defesa apresentou um levantamento estatístico de sua participação no torneio: ao todo, foram 19 prognósticos divulgados publicamente. Destes, 12 “previsões” se concretizaram, ao passo que sete falharam

28/09/2026 às 09h01
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Metrópoles
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Reprodução: Hugo Barreto/Metrópoles
Reprodução: Hugo Barreto/Metrópoles

Novos desdobramentos sobre a Ação Civil Pública envolvendo a Blaze vieram à tona graças a apurações exclusivas da coluna de Fábia Oliveira. Na petição protocolada perante o Poder Judiciário na última segunda-feira (21), a equipe jurídica da influenciadora digital Virginia Fonseca tratou de rebater os argumentos centrais da acusação, trazendo novos detalhes que detalham a contestação.

No documento, a empresária refutou veementemente a tese de que teria ludibriado seus seguidores ao incentivar apostas na vitória de Cabo Verde frente à Argentina durante o Mundial de 2026. Para invalidar a acusação do Ministério Público, a defesa apresentou um levantamento estatístico de sua participação no torneio: ao todo, foram 19 prognósticos divulgados publicamente. Destes, 12 “previsões” se concretizaram, ao passo que sete falharam. A proporção favorável de prognósticos corretos foi usada para demonstrar que um único palpite frustrado não pode ser interpretado como dolo para induzir o público ao prejuízo financeiro.

A famosa argumentou que seu pitaco sobre a seleção caboverdiana nasceu de uma convicção pessoal genuína e de expectativa esportiva legítima, ressaltando que palpites sobre o esporte jamais devem ser equiparados à promessa de lucro garantido. Além disso, a defesa enfatizou um ponto crucial: os ganhos financeiros da celebridade eram completamente desvinculados dos reveses dos apostadores, afastando qualquer hipótese de incentivo proposital ao fracasso alheio.

Outros argumentos da defesa

Conforme já havia sido antecipado pelo Metrópoles, a criadora de conteúdo reiterou sua total isenção operacional em relação à plataforma de apostas. Ela esclareceu que sua atuação se limitava estritamente à publicidade, não possuindo qualquer ingerência sobre o gerenciamento dos jogos, apuração de resultados, depósitos ou resgates de valores. Seus honorários, segundo reforçou, consistiam em verbas fixas mensais atreladas estritamente ao cumprimento de metas de divulgação contratual.

Por fim, os autos detalham que o vínculo comercial com a empresa de apostas limitou-se à entrega de campanhas publicitárias, como stories e gravações de imagem. A defesa pontuou que a parceria foi oficialmente rescindida em 14 de agosto deste ano, destacando que as negociações para o fim do contrato tiveram início antes mesmo do ajuizamento da referida demanda judicial.

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