
Durante uma entrevista gravada para a atração Canal Livre, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a recondução ao cargo, declarou que o endividamento do Estado não lhe causa pânico e que tal indicador possui caráter ilusório. Como justificativa, o petista apontou para os ativos internacionais do país, montante que atinge a marca de US$ 370 bilhões.
Segundo o chefe do Executivo, a construção desse montante teve início em 2005, durante o seu mandato inaugural. Na visão do governante, essa cifra funciona como um "colchão de sustentação da economia brasileira".
Apesar de minimizar o pânico com os débitos, o candidato à reeleição assegurou que o cenário exige cautela e reafirmou o propósito de reduzir a relação entre o passivo governamental e o Produto Interno Bruto (PIB), sem abrir mão de dispêndios considerados prioritários.
"Eu não gosto de dever mais do que eu recebo, não gosto. E a gente vai diminuir essa dívida pública com relação ao PIB, primeiro fazendo os gastos que são necessários fazer", pontuou o mandatário.
O postulante petista também manifestou confiança na queda das taxas de juros, apontando o alívio monetário como um vetor indispensável para o desenvolvimento produtivo nacional.
No que tange ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Lula explicou que a seleção dos projetos de infraestrutura obedece a um critério de escuta direta aos chefes estaduais e municipais: "O PAC eu chamo os governadores, chamo o prefeito e digo o que é importante no seu estado e no seu município. E aquilo a gente vai fazer", concluiu.