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Lula cita reservas internacionais e diz que dívida pública não lhe provoca 'pânico'
Como justificativa, o petista apontou para os ativos internacionais do país, montante que atinge a marca de US$ 370 bilhões
28/09/2026 09h39
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Ricardo Stuckert/PR

Durante uma entrevista gravada para a atração Canal Livre, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a recondução ao cargo, declarou que o endividamento do Estado não lhe causa pânico e que tal indicador possui caráter ilusório. Como justificativa, o petista apontou para os ativos internacionais do país, montante que atinge a marca de US$ 370 bilhões.

Segundo o chefe do Executivo, a construção desse montante teve início em 2005, durante o seu mandato inaugural. Na visão do governante, essa cifra funciona como um "colchão de sustentação da economia brasileira".

Apesar de minimizar o pânico com os débitos, o candidato à reeleição assegurou que o cenário exige cautela e reafirmou o propósito de reduzir a relação entre o passivo governamental e o Produto Interno Bruto (PIB), sem abrir mão de dispêndios considerados prioritários.

"Eu não gosto de dever mais do que eu recebo, não gosto. E a gente vai diminuir essa dívida pública com relação ao PIB, primeiro fazendo os gastos que são necessários fazer", pontuou o mandatário.

O postulante petista também manifestou confiança na queda das taxas de juros, apontando o alívio monetário como um vetor indispensável para o desenvolvimento produtivo nacional.

No que tange ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Lula explicou que a seleção dos projetos de infraestrutura obedece a um critério de escuta direta aos chefes estaduais e municipais: "O PAC eu chamo os governadores, chamo o prefeito e digo o que é importante no seu estado e no seu município. E aquilo a gente vai fazer", concluiu.