Ricardo Nunes anuncia R$ 12,8 milhões para projetos voltados aos idosos em SP

Segundo o político, o aporte serve para adaptar gradativamente a estrutura estatal às novas demandas geradas pela rápida transição na pirâmide etária da capital

28/09/2026 às 12h24
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: TV Globo/Bob Paulino
Reprodução: TV Globo/Bob Paulino

Durante a cerimônia inaugural da oitava edição do Fórum e Festival Longevidade, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, oficializou a abertura de uma licitação pública no valor de R$ 12,8 milhões focada em financiar iniciativas de amparo e proteção aos idosos.

“Precisamos fortalecer as políticas públicas que atendem essa parcela da população. Hoje temos 17% de idosos na cidade de São Paulo e esse número chegará a 20% em 2030”, pontuou o gestor municipal. Segundo o político, o aporte serve para adaptar gradativamente a estrutura estatal às novas demandas geradas pela rápida transição na pirâmide etária da capital, complementando que o certame visa blindar os programas sociais vigentes.

A respeito do foco econômico e social da medida, Nunes destacou:

“Queremos contribuir nas mais diversas frentes. Ajudar inclusive na inserção de mais pessoas longevas no mercado de trabalho e que a sua experiencia seja melhor aproveitada.”

Conforme detalhado por Stella Verzolla, secretária adjunta da pasta de Direitos Humanos e Cidadania, a verba total será fracionada entre 32 Organizações da Sociedade Civil (OSCs) selecionadas por meio do chamamento, cabendo a cada contemplada um repouso de cerca de R$ 400 mil.

O peso político do eleitorado maduro e a programação do evento

Tomando a palavra na abertura, o dirigente do Fórum, Walter Feldman, chamou atenção para a expressividade demográfica nas urnas:

“Imagine o poder que essa população tem e terá nos próximos anos”, assinalou ao lembrar que um quarto do eleitorado paulistano será composto por pessoas com mais de sessenta anos no próximo pleito.

Feldman sublinhou a urgência de valorizar a relevância política, econômica e social dessa faixa etária, externando gratidão pelo apoio do município, cuja mobilização envolveu cerca de quinze secretarias distintas.

Por sua vez, o curador-geral do festival, Sergio Serapião, detalhou a dinâmica da programação, estruturada em oito palcos simultâneos cobrindo frentes como economia, inovação, urbanismo, cultura, finanças e cuidados. O especialista enfatizou que as trajetórias existenciais contemporâneas estão cada vez mais fragmentadas e dinâmicas, exigindo soluções locais genuínas:

“Os papéis se misturam, não adianta querer copiar o que fazem na França. A gente vai ter de criar a nossa própria realidade e o governo abraçou essa agenda. Nos deu espaço para fazer o que a gente acreditava”, declarou.

Brincando com a diversidade de debates esperados para o encontro, Serapião resumiu que o evento funcionará como um verdadeiro “grande Carnaval”. Com acesso franqueado ao público, o festival permaneceu instalado no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, até o dia 26 de setembro.

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