Coreia do Norte acusa EUA, Japão e Coreia do Sul de conspiração militar contra o país; entenda

Representante de Kim Jong-un afirmou que os três países mantêm aliança de caráter ofensivo e ameaçam a segurança norte-coreana

28/09/2026 às 19h40
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
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Imagem: fotospublicas.com
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A Coreia do Norte acusou nesta segunda-feira (28/9) os Estados Unidos, o Japão e a Coreia do Sul de manterem uma articulação militar contra o país. A declaração ocorreu durante o último dia da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo material publicado pelo Metrópoles.

Durante o discurso, o vice-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Kim Son Gyong, afirmou que os três países participam de uma aliança militar de “caráter ofensivo” que teria como objetivo ameaçar a segurança norte-coreana.

“Os Estados Unidos conspiram com seus aliados para alterar e atualizar sistematicamente os cenários de guerra nuclear contra a Coreia do Norte, bem como para desenvolver e aprimorar continuamente sua capacidade operacional por meio de exercícios militares provocativos de diversas naturezas e do fortalecimento de seu aparato militar”, disse Kim Son Gyong.

O representante norte-coreano também afirmou que o status nuclear do país jamais será revertido, independentemente das circunstâncias ou dos meios utilizados para tentar alterar essa condição.

Essa é a segunda vez consecutiva que a Coreia do Norte envia uma autoridade de primeiro escalão para participar da Assembleia Geral da ONU. A presença do representante ocorre em meio às discussões sobre a possibilidade de retomada do diálogo entre Pyongyang e Washington.

Apesar das acusações feitas durante o discurso, Donald Trump vem dando sinais de que deseja retomar o contato com Kim Jong-un. Desde que voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025, o presidente americano afirmou que deseja encontrar novamente o líder norte-coreano para negociar um acordo nuclear.

Durante a Assembleia Geral, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, também afirmou que poderia atuar como “facilitador” de um eventual contato entre Trump e Kim Jong-un.

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