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Justiça ordena retirada da propaganda de rua com imagem de Vini Jr. e Virgínia
O processo judicial teve início após interpelação movida pelo próprio atleta uma semana antes, sob a alegação de “uso não autorizado de sua imagem” em um comercial transmitido tanto na grade eleitoral quanto nas redes sociais do candidato
29/09/2026 09h51
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: O Globo
Reprodução: Redes Sociais

A Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro ordenou, no último sábado (26), a interrupção urgente de um material de campanha de Douglas Ruas (PL), postulante ao governo fluminense, por causa do uso indevido da fotografia de Vinicius Júnior, atleta da seleção brasileira e do Real Madrid. Além disso, a determinação exigiu a exclusão da gravação das plataformas digitais do político e vetou sua veiculação na televisão, no rádio e em demais canais, estipulando uma multa de R$ 10 mil em caso de descumprimento. As informações são do jornal O Globo.

O processo judicial teve início após interpelação movida pelo próprio atleta uma semana antes, sob a alegação de "uso não autorizado de sua imagem" em um comercial transmitido tanto na grade eleitoral quanto nas redes sociais do candidato. O enredo do vídeo conecta a figura do esportista a um discurso sobre arranjos políticos fluminenses, abrindo com a afirmação "Todo mundo sabe que o Vini Jr. tá com a Virgínia" e emendando com "Na eleição do Rio, também é bom saber quem tá com quem", contrapondo, por um lado, o presidente Lula junto ao prefeito Eduardo Paes e, por outro, o ex-chefe do Executivo Jair Bolsonaro ao lado de Douglas Ruas.

O magistrado responsável avaliou, em caráter de urgência, que a peça ultrapassou os limites aceitáveis da liberdade de expressão e do confronto político ao empregar a identidade de uma pessoa externa sem o devido consentimento. O juiz frisou ainda que a proteção à imagem configura prerrogativa personalíssima e necessita de aval prévio de seu dono, algo inexistente no caso em questão.

A manifestação do atleta

Em sua petição, o atacante negou qualquer laço com concorrentes ao pleito de 2026, argumentando que sua figura foi colocada fora de contexto para sugerir um vínculo político inexistente.

Por outro lado, os advogados de Douglas Ruas refutaram a acusação. A defesa alegou que o VT não declara que Vini Jr. ou a influenciadora Virginia Fonseca apoiam a candidatura, participam do comitê ou manifestaram voto no candidato. Os representantes sustentaram também que o instituto do direito de resposta eleitoral demanda a presença de ofensas caluniosas, difamatórias, injuriosas ou flagrantemente mentirosas, ponderando que o retrato empregado era de domínio público e já circulava amplamente na imprensa.