O Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (Cimed), liderado pelo pastor e aliado da família Bolsonaro, Silas Malafaia, publicou um manifesto na segunda-feira (28) em solidariedade ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) diante dos boatos de que ele cogitaria abolir o título de padroeira nacional de Nossa Senhora Aparecida. As informações são da Gazeta do Povo.
Assinado por doze religiosos, com destaque para o nome de Malafaia no topo, e representando um universo de dez mil pastores, o texto repudia o emprego de informações falsas por correligionários de Lula com o intuito de "atacar um adversário" e "promover uma guerra religiosa entre católicos e evangélicos".
O comunicado pontua: “Evangélicos e católicos vivem em paz. Não existe nenhuma iniciativa por parte de líderes evangélicos, junto a nenhuma candidatura, para promover o cancelamento de feriados”. Em um vídeo divulgado mais cedo, o pastor reforçou a tese: “O que estamos assistindo nesta eleição é inadmissível: uma fake news para promover algo seríssimo, que é a guerra religiosa. (...) Temos paz entre católicos e evangélicos!”. Na mesma ocasião, o líder evangélico contestou a postura do ministro Flávio Dino por ter permitido a permanência das postagens com o conteúdo desinformativo nas redes.
A propagação da fake news gerou um novo atrito institucional dentro do Supremo Tribunal Federal (STF), pondo em rota de colisão os ministros André Mendonça e Flávio Dino.
Os rumores, originários de um comentário na Globonews, acabou sendo repercutida pelo próprio chefe do Executivo na segunda-feira (27), mesmo após a confirmação da fake news: “Esse negócio de mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável, não é aceitável, não dá. Já teve gente da religião evangélica que um dia chutou Nossa Senhora Aparecida”, declarou o presidente. Durante a fala, a jornalista Adriana Araújo, da Band, interveio para ponderar que se tratava de “uma fake news, né, presidente”, ao que ele rebateu afirmando que “eu não sei se foi fake news”.
O imbróglio eclodiu na noite de 23 de setembro, quando postagens começaram a circular massivamente vinculando uma fala proferida por Flávio Bolsonaro em agosto a uma suposta intenção de alterar o reconhecimento da santa.