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Flordelis marca dois anos sem acompanhamento psiquiátrico e aguarda procedimentos médicos
Os representantes legais manifestam grande apreensão com a administração prolongada de remédios sem a devida supervisão de um médico da área
01/10/2026 11h48
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Portal LeoDias
Reprodução: Brunno Dantas/TJRJ

Flordelis, condenada pelo homicídio do próprio marido, o pastor Anderson do Carmo, encontra-se há aproximadamente 24 meses desprovida de atendimento psiquiátrico contínuo e estruturado. A revelação foi repassada com exclusividade ao jornalista LeoDias pelo defensor jurídico Renato Loureiro, responsável por monitorar o panorama clínico da detenta. Registros oficiais apontam que a última avaliação psiquiátrica oficial aconteceu em outubro de 2024. Nesse atendimento pretérito, a custodiada mencionou episódios severos de ansiedade, taquicardia, choro excessivo, aperto no peito, além de relatar a percepção de vozes e o uso de fármacos controlados.

Os representantes legais manifestam grande apreensão com a administração prolongada de remédios sem a devida supervisão de um médico da área. Conforme o advogado, Flordelis tem lidado com falhas de memória, lombalgia e restrições de mobilidade, tendo dificuldades para se locomover ou se manter em pé por longos períodos, quadro este também abordado por Jorge Lordello durante sua aparição na RedeTV!, no programa “Sensacional”. Apesar dos boatos, o uso de cadeira de rodas foi descartado, embora ela precise se sentar logo após curtos intervalos em pé.

Encaminhamentos Médicos e Impasses Judiciais

Em virtude de tais complicações, Flordelis precisará passar por exames e avaliações com um neurologista e um neurocirurgião, existindo a eventualidade de indicação cirúrgica. Além disso, há a necessidade de efetuar um exame Holter para o monitoramento cardíaco contínuo. Um pedido anterior pelo sistema regulatório acabou cancelado após longas filas de espera, e uma nova solicitação aguarda liberação prática.

Diante do cenário de escassez assistencial na prisão, a defesa formalizou um pedido judicial para assegurar sessões de psiquiatria e psicologia via telemedicina, com especialistas selecionados e custeados inteiramente pelos entes queridos da ex-pastora. O pleito também abrange a execução particular do monitoramento cardíaco. Embora o juízo de primeira instância tenha validado o acompanhamento particular por telemedicina, a promotoria do Ministério Público interpôs recurso contrário, mantendo o caso sob análise nos tribunais.