
Durante um comício realizado na última terça-feira (29) no município mineiro de Patos de Minas, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rebateu publicamente as ofensas desferidas contra si pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que o tachou de “covarde”, e pela primeira-dama Janja da Silva, que se referiu ao parlamentar como "piá de bosta". Sem poupar críticas, o deputado disparou contra o chefe do Executivo:
“Canalha, Lula, é quem foi preso por corrupção. Canalha é seu filho, que roubou os aposentados. Canalha é quem aperta a mão de ditador. Canalha é quem está prometendo há 20 anos mudar este país”.
O parlamentar também aproveitou para resgatar a polêmica envolvendo uma declaração recente dada pelo presidente acerca dos exames preventivos femininos:
“Canalha é quem falou que mulheres aprendem a ser tocadas desde pequenas e não assume o que falou”. Dirigindo-se nominalmente à primeira-dama, o político questionou o motivo de ter gerado tanta irritação e celebrou as críticas recebidas:
“Por que um jovem de 30 anos, que nasceu na favela e é um mero deputado federal, fez você perder a linha? Porque você sabe que o presente é seu, mas o futuro é nosso”, acrescentando em tom irônico: “E Janja, muito obrigado pelo teu ataque, que para mim é um elogio”.
O atrito político escalou após o deputado compartilhar em suas redes sociais um trecho de um discurso proferido por Lula em Belém, no dia anterior (28). Na ocasião, ao comentar a resistência masculina ao exame de próstata em contraponto ao cuidado preventivo feminino, o presidente declarou que as mulheres “aprendem a tomar toque desde pequenas”. Posteriormente, em ato na capital baiana, o mandatário alegou que sua fala foi descontextualizada com o intuito de distorcer sua mensagem sobre saúde e rotina médica, rotulando o opositor de “canalha”.
Na mesma ocasião, Janja tomou a palavra para defender o cônjuge, insultando o parlamentar e afirmando que ele precisaria "lavar a boca" e "comer muito feijão" para equiparar-se a Lula. Paralelamente, a equipe jurídica da campanha governista acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um pedido de remoção das postagens de Nikolas, argumentando que o corte do vídeo induziu propositalmente a uma interpretação de cunho sexual em cima de uma pauta voltada à prevenção de saúde. Enquanto isso, o histórico judicial e as investigações envolvendo o atual governo continuam alimentando o debate político nacional.