Um homem cadastrado com o nome Jair Messias Bolsonaro apareceu no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como fornecedor e doador de uma campanha para deputado federal pelo Maranhão. Apesar da coincidência, ele não é o ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação foi publicada na coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.
Segundo a apuração, trata-se de um homem de 31 anos, morador de Barra do Corda, cidade onde o candidato Francisco Mello (PL-MA) concentra seu eleitorado. O nome foi utilizado para registrar serviços prestados à campanha.
De acordo com dados do TSE citados pelo Metrópoles, o homem doou R$ 5 para a campanha e recebeu R$ 2,5 mil por “atividades de militância e mobilização de rua”.
A coincidência chamou atenção justamente por envolver o nome completo do ex-presidente em documentos eleitorais. A própria reportagem esclarece que não se trata de Jair Bolsonaro, mas de outra pessoa registrada com o mesmo nome.
O Código Eleitoral não trata especificamente do uso de um nome falso para prestação de serviço eleitoral. O artigo 350, no entanto, estabelece como crime inserir declaração falsa ou diversa da que deveria constar em documento público para fins eleitorais.