Justiça revoga prisão de João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi

Investigado pela morte da estudante terá de usar tornozeleira eletrônica e manter distância dos familiares da jovem

01/10/2026 às 15h57
Por: Mateus Pereira Fonte: Terra
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Fotos: redes sociais
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A Justiça do Ceará revogou nesta quinta-feira (1) a prisão de João Munhoz Neto, investigado no caso da morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, em Fortaleza. Segundo o Terra, a decisão foi tomada pela 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza após manifestação favorável do Ministério Público do Ceará (MPCE), e permite que o investigado deixe a prisão preventiva.

Segundo nota do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), João terá de cumprir uma série de medidas cautelares. Entre elas estão o monitoramento eletrônico, a proibição de deixar a comarca e o distanciamento dos familiares de Isabelle.

A revogação da prisão, no entanto, não encerra a investigação sobre a morte da universitária. João estava preso preventivamente desde 22 de setembro e é investigado por suspeitas de violência psicológica e induzimento ao suicídio. A defesa nega as acusações.

O MPCE já havia se manifestado de forma favorável à revogação da prisão depois de um pedido apresentado pela defesa. Agora, com a decisão da Justiça, João responderá ao caso em liberdade, mas continuará sujeito às medidas determinadas.

Isabelle foi encontrada morta em 13 de setembro, na área externa do condomínio onde morava, no bairro Aldeota, em Fortaleza. Segundo imagens de câmeras de segurança, a estudante havia subido sozinha até a cobertura do edifício, no 23º andar. Exames realizados após a morte apontaram lesões compatíveis com o impacto contra o solo e resultado negativo para substâncias toxicológicas.

Entre os elementos analisados pela investigação está um áudio no qual Isabelle teria relatado a um familiar problemas no relacionamento e pedido que a gravação fosse considerada caso algo acontecesse com ela. A defesa de João afirma que ele não praticou violência psicológica contra a estudante e destaca que não estava no condomínio no momento da queda. O caso segue sob investigação.

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