Ao comparar Vorcaro e presos do 8/1, Eduardo Bolsonaro dispara: “Corrupção é o de menos”

Durante o comparativo, o filho do ex-presidente argumentou que os indivíduos envolvidos na depredação dos prédios públicos na capital federal sequer deveriam ter sido detidos

02/10/2026 às 15h58
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Lula Marques/ Agência Brasil
Reprodução: Lula Marques/ Agência Brasil

Em gravação veiculada na noite de última quarta-feira (30/09) através da plataforma YouTube, o ex-parlamentar Eduardo Bolsonaro afirmou que a “corrupção é o de menos” ao contrapor o financista Daniel Vorcaro com as sanções aplicadas aos detentos condenados por participarem dos protestos ocorridos em 8 de janeiro de 2023.

"Vi um vídeo agora do Gil Diniz, uma senhora, saindo do presídio depois de três anos na cadeia, uma senhorinha (uma das presas condenadas por envolvimento na tentativa de golpe em 2023). Eu acho que, comparado a isso, até a corrupção ou as orgias do Vorcaro, isso é o de menos, gente, R$ 200 milhões é o de menos", expressou o político.

"Eu estou falando de criança que cresceu sem ver o pai, os caras estão lá há mais de três anos, presos por nada, absolutamente nada, pela lei brasileira nem deveriam ter ido para delegacia", acrescentou. Durante o comparativo, o filho do ex-presidente argumentou que os indivíduos envolvidos na depredação dos prédios públicos na capital federal sequer deveriam ter sido detidos, sob a ótica da legislação nacional, aproveitando para responsabilizar organizações de esquerda por práticas que classificou como mais graves.

"Os caras estão lá há mais de 3 anos presos por nada. Absolutamente nada, pela lei brasileira, não deveriam nem ter ido pra delegacia. O pessoal da MST já fez muito pior. Pessoal da CUT de movimentos aí de esquerda já fizeram muito pior", pontuou.

Cabe destacar que o candidato ao Palácio do Planalto pelo PL e irmão do ex-deputado, Flávio Bolsonaro, viu seu nome envolvido com Vorcaro em maio, após a veiculação de gravações nas quais o senador solicitava recursos financeiros para a produção de uma obra cinematográfica sobre Jair Bolsonaro. Na ocasião, o antigo executivo bancário repassou ao menos R$ 61 milhões de um aporte total de R$ 134 milhões previstos para o projeto. A transação motivou a abertura de investigações pela Polícia Federal (PF) contra Flávio sob suspeita de lavagem de capitais, evasão de divisas, corrupção e crimes conexos.

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