O debate presidencial que seria realizado pela TV Globo na noite de quinta-feira (1) acabou cancelado após uma sequência de decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF). A emissora suspendeu o confronto poucas horas antes do horário previsto, depois de mudanças na lista de participantes e nas regras estabelecidas para o programa.
Segundo a Folha de S.Paulo, a primeira mudança importante ocorreu na terça-feira (29), quando uma decisão de Kassio Nunes Marques obrigou a Globo a convidar Romeu Zema para o debate. O entendimento anterior considerava o número de deputados eleitos pelo partido no último pleito, mas o Novo argumentou que deveria ser levada em conta a composição atual da Câmara.
Na quarta-feira (30), Lula informou à Globo que não participaria do encontro. O presidente escolheu conceder uma entrevista ao Flow Podcast justamente no horário previsto para o debate.
A situação ganhou outro capítulo na quinta-feira, quando o STF autorizou a participação de Renan Santos. Paralelamente, uma decisão do TSE determinou que a Globo não poderia exibir o púlpito de candidatos ausentes. Após essas decisões, Flávio Bolsonaro também comunicou que não participaria do confronto.
A Globo informou que as decisões judiciais haviam alterado regras previamente estabelecidas e provocado insegurança jurídica para a realização do programa. Com a desistência de Lula e Flávio e as mudanças determinadas pela Justiça, a emissora decidiu cancelar o debate.
O episódio fez com que o encontro planejado para reunir os candidatos terminasse sem sair do papel, depois de uma série de decisões judiciais tomadas entre terça e quinta-feira.