Ministra que tomou decisão sobre púlpito vazio em debate já atuou no governo Lula

Estela Aranha proibiu a exibição de uma estrutura vazia para representar a ausência do presidente no debate da Globo

02/10/2026 às 18h26
Por: Mateus Pereira
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Foto: Reprodução/Tom Costa - Ministério da Justiça
Foto: Reprodução/Tom Costa - Ministério da Justiça

A decisão que impediu a TV Globo de exibir o espaço vazio reservado a Lula no debate presidencial colocou a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no centro das atenções. A magistrada determinou que a emissora não mostrasse a ausência do presidente dessa forma durante o encontro marcado para a última quinta-feira (1).

Estela Aranha foi indicada por Lula para o TSE em 2025 e já havia ocupado cargos durante o atual governo. Antes de chegar à Corte eleitoral, atuou como secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, durante a gestão de Flávio Dino.

Posteriormente, a ministra foi nomeada assessora especial da Presidência da República, dentro da assessoria internacional chefiada pelo ex-chanceler Celso Amorim. Ela assumiu uma cadeira no TSE em 1º de agosto de 2025, para um mandato de dois anos.

A decisão sobre o debate teve como fundamento os possíveis efeitos da imagem de uma cadeira vazia para representar a ausência de Lula. Segundo a magistrada, a exibição poderia produzir efeitos que “transcendem a simples informação ao eleitorado acerca do não comparecimento” e representar “perigo de dano” a poucos dias do primeiro turno.

Formada em Direito pela Universidade de São Paulo, Estela também possui mestrado em Direito Constitucional e experiência em áreas como proteção de dados, privacidade, direito digital e inteligência artificial.

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