Recentemente, Dayanne Bezerra usou suas plataformas digitais para responder a um seguidor que questionou sua aparente serenidade frente à detenção da irmã, Deolane Bezerra, sob acusação de vínculos com o PCC desde maio. “Como está sua irmã? Você está tão tranquila”, indagou o usuário. A criadora de conteúdo rebateu a suposição de apatia familiar, ressaltando que a dor íntima permanece longe dos holofotes.
Indignada com os julgamentos virtuais, Dayanne escancarou o desgaste emocional enfrentado pelos parentes:
“Como vocês falam merda sem saber o que acontece de verdade? Vocês não estão em uma visita, não sabem o que é virar noites, chegar lá querendo morrer por dentro e, mesmo assim, precisar ser forte para ela”.
“Vocês não sabem o que é chorar escondido e sorrir na frente dela para passar força. Porque, para alguns de vocês, a gente tinha que morrer para demonstrar derrota, desespero, sangue e sofrimento para que acreditassem na dor que estamos vivendo”, continuou Dayanne. “Desde que minha irmã foi para esse pesadelo, eu, minha mãe, minha irmã e meu padrasto praticamente não temos mais vida”.
Por fim, ela desabafou sobre o desconhecimento por parte do público quanto ao que acontece intimamente na família Bezerra: “Vocês só enxergam o que aparece na frente das câmeras. O que acontece por trás, o sofrimento, as noites sem dormir e tudo que a nossa família enfrenta, vocês não fazem ideia”.
A manifestação ocorreu um dia após a influenciadora chamar atenção ao assumir um romance com um homem de 73 anos. Mantendo a identidade do parceiro em sigilo, ela o descreveu como “inteiraço” e destacou que encontrou nele um importante porto seguro em meio à turbulência familiar.
Deolane encontra-se sob custódia preventiva desde maio, após ser alvo da Operação Vérnix, uma ofensiva conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo. A investigação apura supostos laços com um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), acusações veementemente contestadas por sua equipe jurídica.